quarta-feira, 7 de setembro de 2011
LETRAS NA PIZZA
O objetivo deste jogo é identificar a letra inicial do nome das gravuras


Depois posto as regras do jogo
quarta-feira, 27 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Em uma das minhas visitinhas aos muitos blogs, encontrei a dica desse filme e só sosseguei hoje quando conseguir assistir. Ele é simplesmente sensacional! Chorei o tempo todo e pude trazer a memória alguns casos que conheço. Todo educador deve assistir esse filme, ele é uma mensagem sobre o nosso verdadeiro papel na formação de um novo ser humano.
Vale a pena assistir
sábado, 26 de março de 2011
PROJETO EU SOU ESPECIAL
Meu projeto
ESCOLA SEMENTE VIVA
PROFESSORA CRISTINA
PUBLICO ALVO ALUNOS DE 5 ANOS
PERIODO 21/02 A 20/04
PROJETO EU SOU ESPECIAL
JUSTIFICATIVA
Faz-se importante possibilitar as crianças o conhecimento da sua identidade socio, historica e cultural, assim como ajudá-los a aumentar sua auto estima para se sentirem parte integrante do meio em que vivem. Partindo desses pressuposto foi desenvolvido o presente projeto.
OBJETIVO GERAL
Propocionar ao educando o reconhecimento e a construçao da sua propria identidade
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Perceber-se como instrumento principal na construçao da sua propria historia;
Aumentar a auto estima dos alunos;
Identificar o proprio nome e as letras que compoe;
Conhecer a historia do seu nome;
Identificar os membros da sua familia;
Reconhecer a necessidade da higiene com o corpo para ter uma boa saúde;
Valorizar a escola e todos que nela trabalham;
Identificar os numerais estudados;
Desenvolver a criatividade atraves das atividades de artes;
AREAS TEMATICAS E CONTEUDOS
Linguagem oral e escrita: Leituras de textos, entrevistas, poemas,entrevistas historia do nome e significado, textos narratrivos, transmissao de recados letra inicial do nome, identificaçao e escrita do nome
Linguagem matematica: Calendario, numeral, tamanho, altura, medida de comprimento
Vida e natureza – Quem eu sou, minha familia, minha casa, meus coleguinhas, a escola, meu corpo, Dia da água, Dia do circo, Dia da poesia, Semana Santa, Páscoa, Dia do livro Infantil,Dia Mundial da Saúde, Dia do Índio.
Artes – modelagem, desenho livre, musica, criaçao de auto retrato
Temas transversais - dia internacional da mulher, semana santa, cuidado com o corpo
AÇÕES PEDAGOGICAS
Conversa informal sobre identidade e familia,( leitura do registro em forma de adivinha);
Entrevista com a familia;
Confecção de gráfico das preferencias e da altura das crianças;
Construçao da lista dos nomes da turma;
Trabalho com cartaz de pregas;
Construçao do jogo da memoria (foto e nome);
Leitura e ilustração de poemas
Formação do nome usando alfabeto movel;
Dinamica da caixa com espelho;
Visita aos espaços escolares;
Dramatizaçao da semana santa;
Confecçao de um boneco para estudar o corpo humano;
Contar historia e assistir filmes que ajudem os alunos a aumentar a auto estima;
Ouvir e cantar musicas.
CUMINÂNCIA
Confecção de um álbum da vida da criança
AVALIAÇAO
Avaliar atraves de registros, conversa informal, dinamica, partcipaçao nas atividade, conhecimentto sobre o tema e interesse do aluno.
ANEXOS
POESIA
NOME DE GENTE
PEDRO BANDEIRA
POR QUE É QUE EU ME CHAMO ISSO
E NÃO ME CHAMO AQUILO?
POR QUE É QUE O JACARÉ
NÃO SE CHAMA CROCODILO?
EU NÃO GOSTO DO MEU NOME,
NÃO FUI EU QUEM ESCOLHEU.
PORQUE SE METEM
COM UM NOME QUE É SÓ MEU!
O NENÊ QUE VAI NASCER
VAI CHAMAR COMO O PADRINHO
VAI CHAMAR COMO O VOVÔ,
MAS NINGUÉM VAI PERGUNTAR
O QUE PENSA O COITADINHO.
FOI MEU PAI QUEM DECIDIU
QUE O MEU NOME FOSSE AQUELE.
ISSO SÓ SERIA JUSTO
SE EU ESCOLHESSE O NOME DELE!
QUANDO EU TIVER UM FILHO
NÃO VOU POR NOME NENHUM!
QUANDO ELE FOR GRANDE
ELE QUE PROCURE UM!
AS MENINA
Cecília Meireles
ARABELA
ABRIA A JANELA.
CAROLINA
ERGUIA A CORTINA.
E MARIA
OLHAVA E SORRIA:
"BOM DIA!"
ARABELA
FOI SEMPRE A MAIS BELA.
CAROLINA
A MAIS SÁBIA MENINA.
E MARIA
APENAS SORRIA:
"BOM DIA!"
PENSAREMOS EM CADA MENINA
QUE VIVIA NAQUELA JANELA;
UMA QUE SE CHAMAVA ARABELA,
OUTRA QUE SE CHAMOU CAROLINA.
MAS A NOSSA PROFUNDA SAUDADE
É MARIA, MARIA, MARIA,
QUE DIZIA COM VOZ DE AMIZADE:
"BOM DIA
CHATICE
JACARÉ,
LARGA DO MEU PÉ
DEIXA DE SER CHATO!
SE VOCÊ TEM FOME,
ENTÃO VÊ SE COME
SÓ O MEU SAPATO,
E LARGA DO MEU PÉ,
E VOLTA PRO SEU MATO,
JACARÉ
JOSÉ PAULO PAES
AS TIAS
A TIA CATARINA
CATA A LINHA
A TIA TERESA
BOTA A MESA
A TIA CEIÇÃO
AMASSA O PÃO
A TIA LELA
ESPIA A JANELA
A TIA CEMA
TEIMA QUE TEIMA
A TIA MARIA
DORME DE DIA
A TIA TININHA
FAZ ROSQUINHA
A TIA MARTA
CORTA BATATA
A TIA SALIMA
FECHA A RIMA
ELIAS JOSÉ
HISTÓRIAS
VOCÊ É ESPECIAL DE MAX LUCADO
Você é especial ( Max Lucado)
Era uma vez, um povo chamado xulingo. Os xulingos eram pequenos seres, feitos de madeira. Toda essa gente de madeira tinha sido feita por um carpinteiro chamado Eli. A oficina onde ele trabalhava ficava no alto de um morro, de onde se avistava a aldeia dos xulingos.
Cada xilungo era diferente dos outros. Uns tinham narizes bem grandes, outros tinham olhos enormes. Alguns eram altos, e outros bem baixinhos. Uns usavam chapéus, outros usavam casacos. Todos eles, porém, tinham sido feitos pelo mesmo carpinteiro e moravam na mesma aldeia.
E o dia inteiro, todos os dias, os xulingos só faziam uma coisa: colocavam adesivos uns nos outros. Cada xulingo tinha uma caixinha com adesivos dourados, em forma de estrela, e uma caixinha com adesivos cinzentos, em forma de bola. Em toda aldeia, indo e vindo pelas ruas, os xulingos passavam dia após dia colando estrelas e bolas uns nos outros.
Os mais bonitos, feitos de madeira lisa e tinta brilhante, sempre ganhavam. Mas, se a madeira era áspera ou se a tinta descascava, os xulingos colocavam bolas cinzentas.
Os xulingos que tinham algum talento também ganhavam estrelas.
Alguns xulingos, porém, não sabiam fazer muita coisa. Esses ganhavam bolinhas cinzentas.
Marcelino era um desses. Ele tentava pular bem alto como os outros, mas sempre caia. E, quando caia, os outros xulingos se juntavam à volta dele e lhe davam bolinhas cinzentas.
Às vezes, quando caía, sua madeira ficava arranhada, e, assim, os outros colavam mais bolinhas cinzentas nele.
Aí, quando ele tentava explicar porque tinha caído, dizia alguma coisa do jeito errado, e os xulingos colocavam mais bolinhas cinzentas nele.
Depois de algum tempo, Marcinelo tinha tantas bolinhas que nem queria sair de casa. Tinha medo de fazer alguma bobagem, porque os xulingos iriam colar nele mais uma bolinha .
- Ele merece ficar coberto de bolinhas cinzentas – as pessoas de madeira diziam umas às outras. – Ele não é um bom xulingo.
Depois de algum tempo, Marcinelo começou a acreditar neles. E vivia dizendo:
- Eu não sou um bom xulingo.
Certo dia, Marcinelo encontrou uma xulinga diferente de todas que ele conhecia. Ela não tinha nem estrelas nem bolinhas. Só madeira.
O nome dela era Lúcia.
E não era porque outros xulingos não tentassem colar adesivos em Lúcia. É que os adesivos não ficavam.
É assim que eu quero ser, pensou Marcinelo. Não quero ficar com as marcas de outras pessoas.
Então, ele perguntou à xulinga que não tinha adesivos como é que ela conseguia ficar assim.
- É fácil – respondeu Lúcia – todo dia, vou visitar Eli.
- Eli?
-Sim, Eli, o carpinteiro. Fico lá na oficina com ele.
- Por quê?
- Por que você não descobre por si mesmo? Suba o morro. Ele está lá em cima. E, dizendo isso, a xulinga que não tinha adesivos virou e foi embora, saltitando.
- Mas será que ele vai querer me ver? – gritou Marcinelo. Lúcia não ouviu.
Assim Marcinelo foi para casa. sentou-se junto à janela e observou toda aquela gente de madeira andando de um lado para outro, colando estrelas e bolinhas uns nos outros.
- Isso não é certo. – disse ele baixinho para si mesmo.
E decidiu ir ver Eli.
Marcinelo subiu pelo caminho estreito até o alto do morro e entrou na enorme oficina. Seus olhos de madeira se arregalaram com o tamanho das coisas. Ele engoliu em seco.
- Eu não fico aqui não! – e virou-se para ir embora.
Foi então que ouviu alguém dizer seu nome.
- Marcinelo? – a voz era profunda e forte.
Marcinelo parou.
- Marcinelo! Que alegria ver você. Chegue mais! Quero ver você bem de perto.
Marcinelo virou bem devagar e olhou para o enorme carpinteiro.
- Você sabe o meu nome? – perguntou o pequeno xulingo.
- É claro que sei. Fui eu que fiz você.
Eli se curvou, levantou Marcinelo e o colocou sentado no banco.
- Huummm! – disse pensativo o carpinteiro, olhando para todas aquelas bolinhas cinzentas. – Parece que você recebeu muitos adesivos ruins.
- Eu não queria que isso acontecesse, Eli, eu me esforcei para ganhar estrelas.
- Você não precisa se defender comigo, amiguinho. Eu não me importo com o que os outros xulingos pensam.
- Não?
- Não, e você também não precisa se importar. Quem são eles para dar estrelas ou bolinhas? São apenas xulingos como você. O que eles pensam, não importa, Marcinelo. A única coisa que importa é o que eu penso. E eu penso que você é muito especial.
Marcinelo deu uma risada.
- Eu, especial? Por que? Não sei correr. Não consigo pular. Minha tinta está descascando. Por que eu seria importante para você?
Eli olhou para Marcinelo, colocou suas mãos enormes naqueles pequenos ombros de madeira, e disse bem devagarinho:- Porque você é meu. Por isso, você é importante para mim.
Nunca ninguém havia olhado assim para Marcinelo – Muito menos o seu Criador. Ele nem sabia o que dizer.
- Todo dia, tenho esperado a sua visita – explicou Eli. – Eu vim porque encontrei alguém que não tinha marcas. – Disse Marcinelo.
- Eu sei. Ela me falou sobre você.
- Por que os adesivos não colam nela?
O criador dos xulingos falou bem mansinho:
- Porque ela decidiu que o que eu penso é mais importante do que o que eles pensam. Os adesivos só colam se você deixar que colem.
- O quê?
- Os adesivos só colam se eles forem importantes para você. Quanto mais você confiar no meu amor, menos vai se importar com os adesivos dos xulingos.
- Acho que não estou entendendo.
Eli sorriu e disse:
- Você vai entender, mas levará tempo. Você tem muitos adesivos. Por enquanto, basta vir me visitar todo dia, e eu lhe direi como você é importante para mim.
- Eli ergueu Marcinelo do banco e o colocou no chão.
- Lembre-se – disse Eli quando o xulingo saía pela porta, - Você é especial porque eu o fiz. E eu não cometo erros.
Marcinelo nem parou, mas lá no fundo de seu coração pensou: acho que ele realmente se importa comigo.
E, quando ele pensou assim, uma bolinha cinzenta caiu ao chão.
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SE LIGUE EM VOCÊ
( LUIZ ANTONIO GASPARETTO)
Postado por Romelia Dolores Menezes de Oliveira às Quarta-feira, Setembro 17, 2008
Existe uma luzinha no seu peito. Uma luz que os olhos não vêem.
Mas quando ela está acesa, a gente sente. Pois é ela que causa os nossos sentimentos.
Quando você a acende, aparecem sentimentos bons em seu peito. Tudo fica mais bonito e gostoso. Ela faz você se sentir alegre.
Quando você a apaga, aparecem sentimentos maus. Tudo fica mais feio e dolorido. Sem ela, você se sente triste.
Quando está acesa e brilhante, ela sai pela boca, fazendo-nos sorrir. Ela também sai pelos olhos, fazendo-os brilhar.
Ela sai pelo peito, fazendo-nos amar, e pelos braços, fazendo-nos abraçar.
Sai também pelas mãos, fazendo-nos caprichar em tudo.
Sai, finalmente, pelo corpo inteiro, fazendo-nos dançar.
NÓS SÓ SOMOS FELIZES QUANDO ELA ESTÁ ACESA!
Ela se acende quando você pensa positivo. E você pensa positivo quando ela se acende. Ela brilha quando você faz carinho nas plantas, nos animais e nas pessoas. Também quando sua mãe lhe dá um presente ou quando você come um doce gostoso.
Ela brilha mais ainda quando você dá um pedaço do seu doce para seu amigo.
Mas, muitas vezes nós deixamos nossa luzinha se apagar.
Quando ela se apaga, você sente medo.
O medo aparece quando você pensa que uma coisa ruim pode acontecer com você ou com alguém de quem você gosta.
Quando você tem coragem, a luzinha volta a se acender.
Coragem é o nome do sentimento que acontece quando você acredita que só coisas boas podem ocorrer com você e com os outros
MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA
(Ana Maria Machado)
Era uma vez uma menina linda, linda.
Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.
A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.
Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas.
Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.
E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.
E pensava:
- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...
Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:¬
- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...
O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela.
Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele petume, ele ficou branco outra vez.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.
O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi.
Mas não ficou nada preto.
- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:¬
- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.
O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:
- Artes de uma avó preta que ela tinha...
Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até
com os parentes tortos.E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina,
tinha era que procurar uma coelha preta para casar.
Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.
Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda
a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha.
Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.
E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:
- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
E ela respondia:
- Conselhos da mãe da minha madrinha...
O SAPO E A FLOR...
Marlene B. Cerviglieri
Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam várias famílias de animais.
Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes.Todos cuidavam de suas vidas e da comida também. Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa.Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos, urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra.
Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra.Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando!
Eis que vê uma linda flor cor-de-rosa cheia de pintinhas...
Assim estava dizendo ela: - Nossa que coisa mais feia! Nunca vi um bicho tão feio!
- Que boca tão grande, que pele tão grossa...
- Parece até uma pedra, aí parada, sem valor nenhum.
- Ainda bem que sou formosa, colorida e até perfumada.
- Que triste seria ser um sapo!!!
O sapo que tudo ouvia ficou muito triste, pois sempre que via a flor, pensava:
- Que linda flor, tão perfumada, que cores lindas, alegra a floresta!
Mas a flor agora havia se mostrado dizendo tudo aquilo do sapo.
De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo.
A flor, quando o percebeu, ficou tremendo em seu frágil caule.
- Meu Deus, que faço agora?
Vocês sabem que o gafanhoto gosta de comer as pétalas de qualquer flor que encontre, e ela seria assim sua sobremesa...
O sapo, quietinho, quietinho, não se mexeu, e quando o gafanhoto se aproximou da flor, nhac... o alcançou com sua língua.
A flor que já se havia fechado, pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido.
Mas dona árvore que desde o início a tudo assistia, falou muito energicamente e brava lá do seu canto:
- Pois é dona flor, veja como as aparências enganam.Tenho certeza que a senhora gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto. No entanto, veja como ele teria sido tão mau com a senhora!
Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são verdadeiras. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos, sabe por que?
- Não - dizia a flor ainda tremendo de susto.
- Todos nos somos diferentes, de formas diferentes, e até pensamos diferente.
- Você sabe que existem também outras formas de se falar?
- Não. Não sabia - disse a flor espantada com a sabedoria da árvore.
- Pois então minha pequena, da próxima vez que for falar de alguém, pense antes, pois este alguém poderia ser você.
- Agora agradeça ao seu amigo sapo o favor que ele lhe fez, e também conte aos outros o que aprendeu aqui hoje.
Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo:
- Meu amigo, você é, realmente, amigo. Agradeço-lhe ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém.
- Aprendi a lição e dona árvore me ensinou também.
Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas.
E assim amiguinhos, aqui fica a lição: somos todos iguais.
MÚSICAS
Deus me fez uma pessoa importante
E sem nenhuma igual
Deus me fez uma pessoa importante e muito especial
VOCÊ É ESPECILA
(ALINE BARROS)
Você é especial, não existe outro igual
Deus criou você assim, diferente de mim (2 vezes)
o seu cabelo, a cor da sua pele, o tamanho do pé
altura, peso, medidas, braço, perna e barriga
bem assim como é...
você foi criado, foi separado
pra servir a Deus do jeito que você é...
insubstituível. você é incrível! só precisa ter fé.
por isso, um apelido não será ouvido se ele for uma gozação,
mas será atendido se for um carinho do seu coração
você é especial, não existe outro igual
Deus criou você assim, diferente de mim (2 vezes)
o seu nariz, boca, sobrancelha, queixo, testa e orelha
a cor dos seus olhos, ele não ensaiou, tudo fez de primeira
ESCOLA SEMENTE VIVA
PROFESSORA CRISTINA
PUBLICO ALVO ALUNOS DE 5 ANOS
PERIODO 21/02 A 20/04
PROJETO EU SOU ESPECIAL
JUSTIFICATIVA
Faz-se importante possibilitar as crianças o conhecimento da sua identidade socio, historica e cultural, assim como ajudá-los a aumentar sua auto estima para se sentirem parte integrante do meio em que vivem. Partindo desses pressuposto foi desenvolvido o presente projeto.
OBJETIVO GERAL
Propocionar ao educando o reconhecimento e a construçao da sua propria identidade
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Perceber-se como instrumento principal na construçao da sua propria historia;
Aumentar a auto estima dos alunos;
Identificar o proprio nome e as letras que compoe;
Conhecer a historia do seu nome;
Identificar os membros da sua familia;
Reconhecer a necessidade da higiene com o corpo para ter uma boa saúde;
Valorizar a escola e todos que nela trabalham;
Identificar os numerais estudados;
Desenvolver a criatividade atraves das atividades de artes;
AREAS TEMATICAS E CONTEUDOS
Linguagem oral e escrita: Leituras de textos, entrevistas, poemas,entrevistas historia do nome e significado, textos narratrivos, transmissao de recados letra inicial do nome, identificaçao e escrita do nome
Linguagem matematica: Calendario, numeral, tamanho, altura, medida de comprimento
Vida e natureza – Quem eu sou, minha familia, minha casa, meus coleguinhas, a escola, meu corpo, Dia da água, Dia do circo, Dia da poesia, Semana Santa, Páscoa, Dia do livro Infantil,Dia Mundial da Saúde, Dia do Índio.
Artes – modelagem, desenho livre, musica, criaçao de auto retrato
Temas transversais - dia internacional da mulher, semana santa, cuidado com o corpo
AÇÕES PEDAGOGICAS
Conversa informal sobre identidade e familia,( leitura do registro em forma de adivinha);
Entrevista com a familia;
Confecção de gráfico das preferencias e da altura das crianças;
Construçao da lista dos nomes da turma;
Trabalho com cartaz de pregas;
Construçao do jogo da memoria (foto e nome);
Leitura e ilustração de poemas
Formação do nome usando alfabeto movel;
Dinamica da caixa com espelho;
Visita aos espaços escolares;
Dramatizaçao da semana santa;
Confecçao de um boneco para estudar o corpo humano;
Contar historia e assistir filmes que ajudem os alunos a aumentar a auto estima;
Ouvir e cantar musicas.
CUMINÂNCIA
Confecção de um álbum da vida da criança
AVALIAÇAO
Avaliar atraves de registros, conversa informal, dinamica, partcipaçao nas atividade, conhecimentto sobre o tema e interesse do aluno.
ANEXOS
POESIA
NOME DE GENTE
PEDRO BANDEIRA
POR QUE É QUE EU ME CHAMO ISSO
E NÃO ME CHAMO AQUILO?
POR QUE É QUE O JACARÉ
NÃO SE CHAMA CROCODILO?
EU NÃO GOSTO DO MEU NOME,
NÃO FUI EU QUEM ESCOLHEU.
PORQUE SE METEM
COM UM NOME QUE É SÓ MEU!
O NENÊ QUE VAI NASCER
VAI CHAMAR COMO O PADRINHO
VAI CHAMAR COMO O VOVÔ,
MAS NINGUÉM VAI PERGUNTAR
O QUE PENSA O COITADINHO.
FOI MEU PAI QUEM DECIDIU
QUE O MEU NOME FOSSE AQUELE.
ISSO SÓ SERIA JUSTO
SE EU ESCOLHESSE O NOME DELE!
QUANDO EU TIVER UM FILHO
NÃO VOU POR NOME NENHUM!
QUANDO ELE FOR GRANDE
ELE QUE PROCURE UM!
AS MENINA
Cecília Meireles
ARABELA
ABRIA A JANELA.
CAROLINA
ERGUIA A CORTINA.
E MARIA
OLHAVA E SORRIA:
"BOM DIA!"
ARABELA
FOI SEMPRE A MAIS BELA.
CAROLINA
A MAIS SÁBIA MENINA.
E MARIA
APENAS SORRIA:
"BOM DIA!"
PENSAREMOS EM CADA MENINA
QUE VIVIA NAQUELA JANELA;
UMA QUE SE CHAMAVA ARABELA,
OUTRA QUE SE CHAMOU CAROLINA.
MAS A NOSSA PROFUNDA SAUDADE
É MARIA, MARIA, MARIA,
QUE DIZIA COM VOZ DE AMIZADE:
"BOM DIA
CHATICE
JACARÉ,
LARGA DO MEU PÉ
DEIXA DE SER CHATO!
SE VOCÊ TEM FOME,
ENTÃO VÊ SE COME
SÓ O MEU SAPATO,
E LARGA DO MEU PÉ,
E VOLTA PRO SEU MATO,
JACARÉ
JOSÉ PAULO PAES
AS TIAS
A TIA CATARINA
CATA A LINHA
A TIA TERESA
BOTA A MESA
A TIA CEIÇÃO
AMASSA O PÃO
A TIA LELA
ESPIA A JANELA
A TIA CEMA
TEIMA QUE TEIMA
A TIA MARIA
DORME DE DIA
A TIA TININHA
FAZ ROSQUINHA
A TIA MARTA
CORTA BATATA
A TIA SALIMA
FECHA A RIMA
ELIAS JOSÉ
HISTÓRIAS
VOCÊ É ESPECIAL DE MAX LUCADO
Você é especial ( Max Lucado)
Era uma vez, um povo chamado xulingo. Os xulingos eram pequenos seres, feitos de madeira. Toda essa gente de madeira tinha sido feita por um carpinteiro chamado Eli. A oficina onde ele trabalhava ficava no alto de um morro, de onde se avistava a aldeia dos xulingos.
Cada xilungo era diferente dos outros. Uns tinham narizes bem grandes, outros tinham olhos enormes. Alguns eram altos, e outros bem baixinhos. Uns usavam chapéus, outros usavam casacos. Todos eles, porém, tinham sido feitos pelo mesmo carpinteiro e moravam na mesma aldeia.
E o dia inteiro, todos os dias, os xulingos só faziam uma coisa: colocavam adesivos uns nos outros. Cada xulingo tinha uma caixinha com adesivos dourados, em forma de estrela, e uma caixinha com adesivos cinzentos, em forma de bola. Em toda aldeia, indo e vindo pelas ruas, os xulingos passavam dia após dia colando estrelas e bolas uns nos outros.
Os mais bonitos, feitos de madeira lisa e tinta brilhante, sempre ganhavam. Mas, se a madeira era áspera ou se a tinta descascava, os xulingos colocavam bolas cinzentas.
Os xulingos que tinham algum talento também ganhavam estrelas.
Alguns xulingos, porém, não sabiam fazer muita coisa. Esses ganhavam bolinhas cinzentas.
Marcelino era um desses. Ele tentava pular bem alto como os outros, mas sempre caia. E, quando caia, os outros xulingos se juntavam à volta dele e lhe davam bolinhas cinzentas.
Às vezes, quando caía, sua madeira ficava arranhada, e, assim, os outros colavam mais bolinhas cinzentas nele.
Aí, quando ele tentava explicar porque tinha caído, dizia alguma coisa do jeito errado, e os xulingos colocavam mais bolinhas cinzentas nele.
Depois de algum tempo, Marcinelo tinha tantas bolinhas que nem queria sair de casa. Tinha medo de fazer alguma bobagem, porque os xulingos iriam colar nele mais uma bolinha .
- Ele merece ficar coberto de bolinhas cinzentas – as pessoas de madeira diziam umas às outras. – Ele não é um bom xulingo.
Depois de algum tempo, Marcinelo começou a acreditar neles. E vivia dizendo:
- Eu não sou um bom xulingo.
Certo dia, Marcinelo encontrou uma xulinga diferente de todas que ele conhecia. Ela não tinha nem estrelas nem bolinhas. Só madeira.
O nome dela era Lúcia.
E não era porque outros xulingos não tentassem colar adesivos em Lúcia. É que os adesivos não ficavam.
É assim que eu quero ser, pensou Marcinelo. Não quero ficar com as marcas de outras pessoas.
Então, ele perguntou à xulinga que não tinha adesivos como é que ela conseguia ficar assim.
- É fácil – respondeu Lúcia – todo dia, vou visitar Eli.
- Eli?
-Sim, Eli, o carpinteiro. Fico lá na oficina com ele.
- Por quê?
- Por que você não descobre por si mesmo? Suba o morro. Ele está lá em cima. E, dizendo isso, a xulinga que não tinha adesivos virou e foi embora, saltitando.
- Mas será que ele vai querer me ver? – gritou Marcinelo. Lúcia não ouviu.
Assim Marcinelo foi para casa. sentou-se junto à janela e observou toda aquela gente de madeira andando de um lado para outro, colando estrelas e bolinhas uns nos outros.
- Isso não é certo. – disse ele baixinho para si mesmo.
E decidiu ir ver Eli.
Marcinelo subiu pelo caminho estreito até o alto do morro e entrou na enorme oficina. Seus olhos de madeira se arregalaram com o tamanho das coisas. Ele engoliu em seco.
- Eu não fico aqui não! – e virou-se para ir embora.
Foi então que ouviu alguém dizer seu nome.
- Marcinelo? – a voz era profunda e forte.
Marcinelo parou.
- Marcinelo! Que alegria ver você. Chegue mais! Quero ver você bem de perto.
Marcinelo virou bem devagar e olhou para o enorme carpinteiro.
- Você sabe o meu nome? – perguntou o pequeno xulingo.
- É claro que sei. Fui eu que fiz você.
Eli se curvou, levantou Marcinelo e o colocou sentado no banco.
- Huummm! – disse pensativo o carpinteiro, olhando para todas aquelas bolinhas cinzentas. – Parece que você recebeu muitos adesivos ruins.
- Eu não queria que isso acontecesse, Eli, eu me esforcei para ganhar estrelas.
- Você não precisa se defender comigo, amiguinho. Eu não me importo com o que os outros xulingos pensam.
- Não?
- Não, e você também não precisa se importar. Quem são eles para dar estrelas ou bolinhas? São apenas xulingos como você. O que eles pensam, não importa, Marcinelo. A única coisa que importa é o que eu penso. E eu penso que você é muito especial.
Marcinelo deu uma risada.
- Eu, especial? Por que? Não sei correr. Não consigo pular. Minha tinta está descascando. Por que eu seria importante para você?
Eli olhou para Marcinelo, colocou suas mãos enormes naqueles pequenos ombros de madeira, e disse bem devagarinho:- Porque você é meu. Por isso, você é importante para mim.
Nunca ninguém havia olhado assim para Marcinelo – Muito menos o seu Criador. Ele nem sabia o que dizer.
- Todo dia, tenho esperado a sua visita – explicou Eli. – Eu vim porque encontrei alguém que não tinha marcas. – Disse Marcinelo.
- Eu sei. Ela me falou sobre você.
- Por que os adesivos não colam nela?
O criador dos xulingos falou bem mansinho:
- Porque ela decidiu que o que eu penso é mais importante do que o que eles pensam. Os adesivos só colam se você deixar que colem.
- O quê?
- Os adesivos só colam se eles forem importantes para você. Quanto mais você confiar no meu amor, menos vai se importar com os adesivos dos xulingos.
- Acho que não estou entendendo.
Eli sorriu e disse:
- Você vai entender, mas levará tempo. Você tem muitos adesivos. Por enquanto, basta vir me visitar todo dia, e eu lhe direi como você é importante para mim.
- Eli ergueu Marcinelo do banco e o colocou no chão.
- Lembre-se – disse Eli quando o xulingo saía pela porta, - Você é especial porque eu o fiz. E eu não cometo erros.
Marcinelo nem parou, mas lá no fundo de seu coração pensou: acho que ele realmente se importa comigo.
E, quando ele pensou assim, uma bolinha cinzenta caiu ao chão.
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SE LIGUE EM VOCÊ
( LUIZ ANTONIO GASPARETTO)
Postado por Romelia Dolores Menezes de Oliveira às Quarta-feira, Setembro 17, 2008
Existe uma luzinha no seu peito. Uma luz que os olhos não vêem.
Mas quando ela está acesa, a gente sente. Pois é ela que causa os nossos sentimentos.
Quando você a acende, aparecem sentimentos bons em seu peito. Tudo fica mais bonito e gostoso. Ela faz você se sentir alegre.
Quando você a apaga, aparecem sentimentos maus. Tudo fica mais feio e dolorido. Sem ela, você se sente triste.
Quando está acesa e brilhante, ela sai pela boca, fazendo-nos sorrir. Ela também sai pelos olhos, fazendo-os brilhar.
Ela sai pelo peito, fazendo-nos amar, e pelos braços, fazendo-nos abraçar.
Sai também pelas mãos, fazendo-nos caprichar em tudo.
Sai, finalmente, pelo corpo inteiro, fazendo-nos dançar.
NÓS SÓ SOMOS FELIZES QUANDO ELA ESTÁ ACESA!
Ela se acende quando você pensa positivo. E você pensa positivo quando ela se acende. Ela brilha quando você faz carinho nas plantas, nos animais e nas pessoas. Também quando sua mãe lhe dá um presente ou quando você come um doce gostoso.
Ela brilha mais ainda quando você dá um pedaço do seu doce para seu amigo.
Mas, muitas vezes nós deixamos nossa luzinha se apagar.
Quando ela se apaga, você sente medo.
O medo aparece quando você pensa que uma coisa ruim pode acontecer com você ou com alguém de quem você gosta.
Quando você tem coragem, a luzinha volta a se acender.
Coragem é o nome do sentimento que acontece quando você acredita que só coisas boas podem ocorrer com você e com os outros
MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA
(Ana Maria Machado)
Era uma vez uma menina linda, linda.
Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.
A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.
Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas.
Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.
E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.
E pensava:
- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...
Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:¬
- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...
O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela.
Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele petume, ele ficou branco outra vez.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.
O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi.
Mas não ficou nada preto.
- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:¬
- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.
O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:
- Artes de uma avó preta que ela tinha...
Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até
com os parentes tortos.E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina,
tinha era que procurar uma coelha preta para casar.
Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.
Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda
a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha.
Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.
E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:
- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
E ela respondia:
- Conselhos da mãe da minha madrinha...
O SAPO E A FLOR...
Marlene B. Cerviglieri
Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam várias famílias de animais.
Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes.Todos cuidavam de suas vidas e da comida também. Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa.Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos, urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra.
Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra.Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando!
Eis que vê uma linda flor cor-de-rosa cheia de pintinhas...
Assim estava dizendo ela: - Nossa que coisa mais feia! Nunca vi um bicho tão feio!
- Que boca tão grande, que pele tão grossa...
- Parece até uma pedra, aí parada, sem valor nenhum.
- Ainda bem que sou formosa, colorida e até perfumada.
- Que triste seria ser um sapo!!!
O sapo que tudo ouvia ficou muito triste, pois sempre que via a flor, pensava:
- Que linda flor, tão perfumada, que cores lindas, alegra a floresta!
Mas a flor agora havia se mostrado dizendo tudo aquilo do sapo.
De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo.
A flor, quando o percebeu, ficou tremendo em seu frágil caule.
- Meu Deus, que faço agora?
Vocês sabem que o gafanhoto gosta de comer as pétalas de qualquer flor que encontre, e ela seria assim sua sobremesa...
O sapo, quietinho, quietinho, não se mexeu, e quando o gafanhoto se aproximou da flor, nhac... o alcançou com sua língua.
A flor que já se havia fechado, pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido.
Mas dona árvore que desde o início a tudo assistia, falou muito energicamente e brava lá do seu canto:
- Pois é dona flor, veja como as aparências enganam.Tenho certeza que a senhora gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto. No entanto, veja como ele teria sido tão mau com a senhora!
Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são verdadeiras. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos, sabe por que?
- Não - dizia a flor ainda tremendo de susto.
- Todos nos somos diferentes, de formas diferentes, e até pensamos diferente.
- Você sabe que existem também outras formas de se falar?
- Não. Não sabia - disse a flor espantada com a sabedoria da árvore.
- Pois então minha pequena, da próxima vez que for falar de alguém, pense antes, pois este alguém poderia ser você.
- Agora agradeça ao seu amigo sapo o favor que ele lhe fez, e também conte aos outros o que aprendeu aqui hoje.
Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo:
- Meu amigo, você é, realmente, amigo. Agradeço-lhe ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém.
- Aprendi a lição e dona árvore me ensinou também.
Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas.
E assim amiguinhos, aqui fica a lição: somos todos iguais.
MÚSICAS
Deus me fez uma pessoa importante
E sem nenhuma igual
Deus me fez uma pessoa importante e muito especial
VOCÊ É ESPECILA
(ALINE BARROS)
Você é especial, não existe outro igual
Deus criou você assim, diferente de mim (2 vezes)
o seu cabelo, a cor da sua pele, o tamanho do pé
altura, peso, medidas, braço, perna e barriga
bem assim como é...
você foi criado, foi separado
pra servir a Deus do jeito que você é...
insubstituível. você é incrível! só precisa ter fé.
por isso, um apelido não será ouvido se ele for uma gozação,
mas será atendido se for um carinho do seu coração
você é especial, não existe outro igual
Deus criou você assim, diferente de mim (2 vezes)
o seu nariz, boca, sobrancelha, queixo, testa e orelha
a cor dos seus olhos, ele não ensaiou, tudo fez de primeira
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
PROJETO - VAMOS BRINCAR DE POESIA?
ESCOLA SEMENTE VIVA
PROJETO VAMOS BRINCAR DE POESIA?
FAIXA ETÁRIA: 5ANOS
PERÍODO: NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2010
JUSTIFICATIVA
Os poemas servem para emocionar, divertir, fazer pensar por meio das mais belas palavras. Ao apresentarmos este texto para as crianças estamos tanto despertando o sentimento pelo belo, como contribuindo com novas referências de comunicação oral.
O ritmo dado à “sonoridade das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema”, e às vezes as rimas presentes em alguns poemas, deixam as crianças literalmente encantadas e dispostas a reproduzir oralmente estes textos, e muitas vezes, se o professor lhes der oportunidades, a criar outros a partir das referências apresentadas.
Este projeto é um convite para que as crianças brinquem e aprendam com a poesia, pois a poesia é um suporte extraordinário para despertar na criança a brincadeira. Permite o envolvimento com o imaginário, com o faz-de-conta que, segundo Vygotsky, “é um dos grandes contributos para o desenvolvimento da linguagem escrita”. (OLIVEIRA, 1996, p.69).
Objetivos com as crianças:
• Ampliar as possibilidades de comunicação e expressão por meio dos poemas.
• Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros de poemas.
• Apreciar a leitura de poemas realizada pela professora.
• Escolher livros de poesia para ler e apreciar.
• Conhecer e reproduzir oralmente poemas selecionados pela professora.
• Selecionar e escolher poemas para serem socializados em DVD, amostra literaria, etc.
• Compartilhar com as famílias o trabalho realizado por meio do empréstimo do material produzido (CD, livro, etc).
• Organizar o espaço da sala ou outro utilizado de forma que as crianças sintam-se confortáveis e convidadas a ocupar o papel de leitoras.
• Realizar todos os dias a leitura de um texto poético e escolher alguns para ficarem expostos no painel de textos da sala.
Conteúdos:
• Participação em situações de leitura de poemas.
• Participação em situações em que os alunos são os leitores, ainda que não convencionalmente.
• Uso da linguagem oral para reprodução oral de textos poéticos.
• Produção de texto oral com destino escrito (situações nas quais as crianças ditam para o professor os texto que já conhecem ou que serão produzidos).
• Observação e manuseio de materiais impressos (livros de poemas, textos poéticos expostos na sala).
• Escrita de listas.
• Resolução de cruzadinhas
• Outras atividades de leitura e escritas que forem surgindo no decorrer do projeto.
Alguns encaminhamentos...
1- Deixar os livros de poemas nos cantos de leitura da sala.
2- Ao expor os textos no painel de textos, cuide para que o ambiente não fique muito poluído, três por vez em uma ou duas semanas é o suficiente. E lembrem-se, recorrer diariamente a eles é uma ótima oportunidade para que as crianças possam reproduzi-los oralmente sozinhas.
3- Sempre que apresentar um novo poema, retomar os que já foram apresentados para observar se as crianças se lembram.
4- Poemas expostos no mural.
5- Levantar os conhecimentos das crianças sobre o texto poético. Para tanto, apresentar um texto do livro e perguntar se conhecem algum parecido.
6- Ateliês de poemas. Organizar cantos com livros de poemas e compartilhar leituras com as crianças. Deixar os livros na sala para ficarem permanentemente expostos.
7- Leitura de alguns poemas contidos nos livros da sala. Escolher um poema para deixar no painel de textos. Digitar na presença das crianças o poema escolhido.
8- Escolher um poema com rima, ler para as crianças e retirar algumas palavras para que elas tentem substituir por outras.
9- Combinar com as crianças o que será feito com tudo isso que estão aprendendo. Ou seja, escolher o produto final. Oferecer alguns modelos para ajudar na escolha: escutar um CD de poemas ou apresentar outros materiais já produzidos.
10- Escrita junto com as crianças de um bilhete destinado aos pais para explicar o projeto que está sendo desenvolvido e solicitar a contribuição de textos poéticos que conhecem ou livros que possuem.
11- Apresentar em cópias coloridas alguns poemas do livro infantil. Fazer o registro das falas e em seguida ler o texto original em voz alta para o grupo. Sugestão: Aproveitar os textos orais produzidos pelas crianças para compor com as ilustrações que serviram de inspiração.
12- Socializar os materiais enviados pelas famílias e deixar expostos no painel de textos da sala.
13- Selecionar com as crianças alguns poemas preferidos para digitar, ilustrar e organizar uma pasta de empréstimo.
14- Escolher uns poemas para compor o produto final.
15- Malinha de leitura para o aluno levar para casa para socializar com a familia a leitura dos poemas de José paulo Paes, contendo coletânea com os poemas, caderno de desenho e lápis coloridos
Sugestões de livros de poesias e cds
• Poemas para brincar - José Paulo Paes. Ática
• Rimas no país das maravilhas - José Paulo Paes. Ática
• CD DePaesParaFilho – PauloBi
• CD Brincando com as palavra de Moran
MALINHA QUE EU FIZ PARA OS ALUNOS LEVAREM PARA CASA

POEMAS DE JOSÉ PAULO PAES PARA COLETÂNEA
CADÊ?
NOSSA! QUE ESCURO!
CADÊ A LUZ?
DEDO APAGOU.
CADÊ O DEDO?
ENTROU NO NARIZ.
CADÊ O NARIZ?
DANDO UM ESPIRRO.
CADÊ O ESPIRRO?
FICOU NO LENÇO.
CADÊ O LENÇO?
FOI COM A CALÇA.
CADÊ A CALÇA?
NO GUARDA- ROUPA.
CADÊ O GUARDA-ROUPA?
FECHADO À CHAVE.
CADÊ A CHAVE?
HOMEM LEVOU.
CADÊ O HOMEM?
ESTÁ DORMINDO
DE LUZ APAGADA.
NOSSA! QUE ESCURO!
JOSÉ PAULO PAES
PARAÍSO.
SE ESTA RUA FOSSE MINHA
EU MANDAVA LADRILHAR,
NÃO PARA AUTOMÓVEL MATAR GENTE,
MAS PRA CRIANÇA BRINCAR.
SE ESTA MATA FOSSE MINHA
EU NÃO DEIXAVA DERRUBAR.
SE CORTAREM TODAS AS ÁRVORES,
ONDE É QUE OS PÁSSAROS VÃO MORAR?
SE ESTE RIO FOSSE MEU,
EU NÃO DEIXAVA POLUIR.
JOGUEM ESGOTOS NOUTRA PARTE,
QUE OS PEIXES MORAM AQUI.
SE ESTE MUNDO FOSSE MEU,
EU FAZIA TANTAS MUDANÇAS,
QUE ELE SERIA UM PARAÍSO
DE BICHOS,PLANTAS E CRIANÇAS.
JOSÉ PAULO PAES
PURA VERDADE
EU VI UM ÂNGULO OBTUSO
FICAR INTELIGENTE
E A BOCA DA NOITE
PALITAR OS DENTES.
VI UM BRAÇO DE MAR
COÇANDO O SOVACO
E TAMBÉM DOIS TATUS
JOGANDO BURACO
EU VI UM NÓ CEGO
ANDANDO DE BENGALA
E VI UMA ANDORINHA
ARRUMANDO A MALA.
VI UM PÉ DE VENTO
CALÇAR AS BOTINAS
E O SEU CAVALO-MOTOR
SACUDIR AS CRINAS.
VI UMA MOSCA ENTRANDO
EM BOCA FECHADA
E UM BECO SEM SAÍDA
QUE NÃO TINHA ENTRADA.
É A PURA VERDADE,
A MAIS NEM UM TIL,
E TUDO ACONTECEU
NUM PRIMEIRO DE ABRIL
JOSÉ PAULO PAES
PASSARINHO FOFOQUEIRO
UM PASSARINHO ME CONTOU
QUE A OSTRA É MUITO FECHADA,
QUE A COBRA ÉMUITO ENROLADA,
QUE A ARARA É UMA CABEÇA OCA,
E QUE O LEÃO MARINHO E A FOCA..
XÔ , PASSARINHO! CHEGA DE FOFOCA!
JOSÉ PAULO PAES
ACIDENTE
ATIREI UM PAU NO GATO,
MAS O GATO
NÃO MORREU,
PORQUE O PAU PEGOU NO RATO
QUE EU TENTEI SALVAR DO GATO
E O RATO
(QUE CHATO!)
FOI QUEM PORREU.
JOSÉ PAULO PAES
CONVITE
POESIA
É BRINCAR COM PALAVRAS
COMO SE BRINCA
COM BOLA, PAPAGAIO, PIÃO.
SÓ QUE
BOLA, PAPAGAIO,PIÃO
DE TANTO BRINCAR
SE GASTAM.
AS PALAVRAS NÃO:
QUANTO MAIS SE BRINCA
COM ELAS
MAIS NOVAS FICAM.
COMO A ÁGUA DO RIO
QUE É ÁGUA SEMPRE NOVA.
COMO CADA DIA
QUE É SEMPRE UM NOVO DIA.
VAMOS BRINCAR DE POESIA?
JOSÉ PAULO PAES
RARIDADE
A ARARA
É UMA AVE RARA
POIS O HOMEM NÃO PÁRA
DE IR AO MATO CAÇÁ-LA
PARA A PÔR NA SALA
EM CIMA DE UM POLEIRO
ONDE ELA FICA O DIA INTEIRO
FAZENDO ESCARCÉU
PORQUE JÁ NÃO PODE VOAR PELO CÉU.
E SE O HOMEM NÃO PÁRA
DE CAÇAR ARARA,
HOJE UMA AVE RARA,
OU A ARARA SOME
OU ENTÃO MUDA SEU NOME
PARA ARRARA.
JOSÉ PAULO PAES
FICÇÃO CIENTÍFICA
DEPOIS DE UMA VIAGEM
PELO ESPAÇO SIDERAL,
O ASTRONAUTA CHEGOU AO SEU DESTINO FINAL:
UM PALNETA DIFERENTE
CUJO EM-CIMA ESTAVA EM-BAIXO
E O ATRÁS FICAVA NA FRENTE.
UM PLANETA TÃO ESTRANHO
QUE A SUJEIRA ERA LIMPA
E A ÁGUA TOMAVA BANHO
UM PLANETA MESMO LOUCO
ONDE O UITO ERA NADA
E O TUDO MUITO POUCO.
UM PLANETA DOS MAIS RAROS:
O SEU OURO ERA DE GRAÇA,
O LIXO CUSTAVA CARO.
O ASTRONAUTA NÃO GOSTOU
E FOI-SE EMBORA. QUANDO
PENSOU ESTAR MUITO LONGE,
VIU-SE OUTRA VEZ CHEGANDO
NUM PLANETA ONDE, ALIÁS,
O EM-BAIXO FICAVA EM-CIMA
E A FRENTE ESTAVA POR TRÁS…
TEM MAIS: …
JOSÉ PAULO PAES
ADIVINHA DOS PEIXES
QUEM TEM CAMA NO MAR? O CAMARÃO.
QUEM É SARDENTA? ADIVINHA. A SARDINHA.
QUE NÃO PAGA O ROBALO? QUEM ROUBÁ-LO.
QUEM É O BARÃO NO MAR? O TUBARÃO.
GOSTA A LAGOSTA DO LAGO? ELA GOSTA.
QUANTOS PÉS CADA PESCADA TEM? HEM?
QUEM PESCA ALEGRIA? O PESCADOR?
QUEM PÔS O POLVO EM POLVOROSA? A ROSA.
JOSÉ PAULO PAES
RODA
CIRANDA CIRANDINHA
VAMOS TODOS CIRANDAR.
E SE O CIRO NÃO ANDAR
NÓS O LEVAMOS NAS COSTAS:
APOSTO QUE O CIRO GOSTA,
NAS TUAS COSTAS OU NAS MINHAS,
DE DANÇAR COM A PERNA ALHEIA
A CIRANDA CIRANDINHA.
VAMOS DAR A MEIA-VOLTA
VOLTA E MEIA VAMOS DAR.
MESMO SE A MEIA FURAR
E SE FURAR O SAPATO
DAREMOS POR DESACATO
VOLTA SEM MEIA OU SAPATO,
VOLTA E MEIA EM PÉS DESCALÇO
CANTANDO TODOS BEM ALTO:
Ó CIRANDA CIRANDINHA
VAMOS TODOS CIRANDAR
VAMOS DAR MEIA-VOLTA
VOLTA E MEIA VAMOS DAR.
JOSÉ PAULO PAES
METAMORFOSE
ME RESPONDA VOCÊ
QUE PARECE UM SABICHÃO:
SE LAGARTA VIRA BORBOLETA
POR QUE TREM NÃO VIRA AVIÃO?
JOSÉ PAULO PAES
CHATICE
JACARÉ,
LARGA DO MEU PÉ
DEIXA DE SER CHATO!
SE VOCÊ TEM FOME,
ENTÃO VÊ SE COME
SÓ O MEU SAPATO,
E LARGA DO MEU PÉ,
E VOLTA PRO SEU MATO,JACARÉ.
JOSÉ PAULO PAES
O PESADELO
CERTA NOITE EU SONHEI QUE EMBAIXO DA CAMA HAVIA UM
MONSTRO MEDONHO.
ACORDEI ASSSUSTADO E FUI OLHAR: DE FATO EMBAIXO DA CAMA
ESTAVA UM MONSTRO MEDONHO.
ELE ME VIU, SORRIU E ME DISSE GENTIL:
“ DURMA! SOU APENAS O MONSTRO DO SEUS SONHOS”.
JOSÉ PAULO PAES
JOSÉ PAULO PAES
VALSINHA
É TÃO FÁCIL
DANÇAR
UMA VALSA,
RAPAZ...
PEZINHO
PRA FRENTE
PEZINHO
PRA TRÁS.
PRA DANÇAR
UMA VALSA
É PRECISO
SÓ DOIS.
O SOL
COM A LUA
FEIJÃO
COM ARROZ.
JOSÉ PAULO PAES
GATO DA CHINA
ERA UMA VEZ
UM GATO CHINÊS
QUE MORAVA EM XANGAI
SEM MÃE E SEM PAI,
QUE SORRIA AMARELO
PARA O RIO AMARELO,
COM SEUS OLHOS PUXADOS,
UM PARA CADA LADO.
ERA UM GATO MAIS PRETO
QUE TINTA NAQUIM,
DE BIGODES COMPRIDOS
FEITO MANDARIM,
QUE QUANDO ESPIRRAVA
SÓ FAZIA “CHIN!”
ERA UM GATO ESQUISITO:
COMIA COM PALITOS
E QUANDO TINHA FOME
MIAVA “MING-AU!”
MAS LAMBIA O MINGAU
COM SUA LÍNGUA DE PAU.
NÃO ERA UM BICHO MAU
ESSE GATO CHINÊS,
ERA ATÉ LEGAL.
QUER QUE EU CONTE OUTRA VEZ?
JOSÉ PAULO PAES
MEU AUTOMÓVEL
EU TENHO UM AUTOMÓVEL DIFERENTE
QUE NÃO ASSUSTA BICHO
NEM ATROPELA GENTE.
UM AUTOMÓVEL
QUE ESPERA NA SUA
ATÉ TARTARUGA
ATRAVESSAR A RUA.
UM AUTOMÓVEL
QUE NÃO GANHA CORRIDA
MAS NUNCA FEZ NINGUÉM
PERDER A VIDA.
UM AUTOMÓVEL
QUE DURANTE A VIAGEM
SEM PRESSA NEHUMA
ADMIRA A PAISAGEM.
UM AUTOMÓVEL
QUE NÃO POLUI O AR.
SUBAM NELE CRIANÇAS:
VAMOS PASSEAR.
JOSÉ PAULO PAES
S
O SAPO SALTOU NA SOPA
DE UM SUJEITO QUE, SEM MAIS PAPO,
DEU-LHE UM SOPAPO E GRITOU:
— OPA!
NÃO TOMO SOPA DE SAPO!
JOSÉ PAULO PAES
PESCARIA
UM HOMEM
QUE SE PREOCUPAVA DEMAIS
COM COISAS SEM IMPORTÂNCIA
ACABOU FICANDO COM A CABEÇA CHEIA DE MINHOCAS.
UM AMIGO LHE DEU ENTÃO A IDÉIA
DE USAR AS MINHOCAS
NUMA PESCARIA PARA SE DISTRAIR DAS PREOCUPAÇÕES.
O HOMEM SE DISTRAIU TANTO
PESCANDO
QUE SUA CABEÇA FICOU LEVE
COMO UM BALÃO
E FOI SUBINDO PELO AR
ATÉ SUMIR NAS NUVENS.
ONDE SERÁ QUE FOI PARAR?
NÃO SEI
NEM QUERO ME PREOCUPAR COM ISSO.
VOU MAIS É PESCAR.
JOSÉ PAULO PAES
PROJETO VAMOS BRINCAR DE POESIA?
FAIXA ETÁRIA: 5ANOS
PERÍODO: NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2010
JUSTIFICATIVA
Os poemas servem para emocionar, divertir, fazer pensar por meio das mais belas palavras. Ao apresentarmos este texto para as crianças estamos tanto despertando o sentimento pelo belo, como contribuindo com novas referências de comunicação oral.
O ritmo dado à “sonoridade das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema”, e às vezes as rimas presentes em alguns poemas, deixam as crianças literalmente encantadas e dispostas a reproduzir oralmente estes textos, e muitas vezes, se o professor lhes der oportunidades, a criar outros a partir das referências apresentadas.
Este projeto é um convite para que as crianças brinquem e aprendam com a poesia, pois a poesia é um suporte extraordinário para despertar na criança a brincadeira. Permite o envolvimento com o imaginário, com o faz-de-conta que, segundo Vygotsky, “é um dos grandes contributos para o desenvolvimento da linguagem escrita”. (OLIVEIRA, 1996, p.69).
Objetivos com as crianças:
• Ampliar as possibilidades de comunicação e expressão por meio dos poemas.
• Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros de poemas.
• Apreciar a leitura de poemas realizada pela professora.
• Escolher livros de poesia para ler e apreciar.
• Conhecer e reproduzir oralmente poemas selecionados pela professora.
• Selecionar e escolher poemas para serem socializados em DVD, amostra literaria, etc.
• Compartilhar com as famílias o trabalho realizado por meio do empréstimo do material produzido (CD, livro, etc).
• Organizar o espaço da sala ou outro utilizado de forma que as crianças sintam-se confortáveis e convidadas a ocupar o papel de leitoras.
• Realizar todos os dias a leitura de um texto poético e escolher alguns para ficarem expostos no painel de textos da sala.
Conteúdos:
• Participação em situações de leitura de poemas.
• Participação em situações em que os alunos são os leitores, ainda que não convencionalmente.
• Uso da linguagem oral para reprodução oral de textos poéticos.
• Produção de texto oral com destino escrito (situações nas quais as crianças ditam para o professor os texto que já conhecem ou que serão produzidos).
• Observação e manuseio de materiais impressos (livros de poemas, textos poéticos expostos na sala).
• Escrita de listas.
• Resolução de cruzadinhas
• Outras atividades de leitura e escritas que forem surgindo no decorrer do projeto.
Alguns encaminhamentos...
1- Deixar os livros de poemas nos cantos de leitura da sala.
2- Ao expor os textos no painel de textos, cuide para que o ambiente não fique muito poluído, três por vez em uma ou duas semanas é o suficiente. E lembrem-se, recorrer diariamente a eles é uma ótima oportunidade para que as crianças possam reproduzi-los oralmente sozinhas.
3- Sempre que apresentar um novo poema, retomar os que já foram apresentados para observar se as crianças se lembram.
4- Poemas expostos no mural.
5- Levantar os conhecimentos das crianças sobre o texto poético. Para tanto, apresentar um texto do livro e perguntar se conhecem algum parecido.
6- Ateliês de poemas. Organizar cantos com livros de poemas e compartilhar leituras com as crianças. Deixar os livros na sala para ficarem permanentemente expostos.
7- Leitura de alguns poemas contidos nos livros da sala. Escolher um poema para deixar no painel de textos. Digitar na presença das crianças o poema escolhido.
8- Escolher um poema com rima, ler para as crianças e retirar algumas palavras para que elas tentem substituir por outras.
9- Combinar com as crianças o que será feito com tudo isso que estão aprendendo. Ou seja, escolher o produto final. Oferecer alguns modelos para ajudar na escolha: escutar um CD de poemas ou apresentar outros materiais já produzidos.
10- Escrita junto com as crianças de um bilhete destinado aos pais para explicar o projeto que está sendo desenvolvido e solicitar a contribuição de textos poéticos que conhecem ou livros que possuem.
11- Apresentar em cópias coloridas alguns poemas do livro infantil. Fazer o registro das falas e em seguida ler o texto original em voz alta para o grupo. Sugestão: Aproveitar os textos orais produzidos pelas crianças para compor com as ilustrações que serviram de inspiração.
12- Socializar os materiais enviados pelas famílias e deixar expostos no painel de textos da sala.
13- Selecionar com as crianças alguns poemas preferidos para digitar, ilustrar e organizar uma pasta de empréstimo.
14- Escolher uns poemas para compor o produto final.
15- Malinha de leitura para o aluno levar para casa para socializar com a familia a leitura dos poemas de José paulo Paes, contendo coletânea com os poemas, caderno de desenho e lápis coloridos
Sugestões de livros de poesias e cds
• Poemas para brincar - José Paulo Paes. Ática
• Rimas no país das maravilhas - José Paulo Paes. Ática
• CD DePaesParaFilho – PauloBi
• CD Brincando com as palavra de Moran
MALINHA QUE EU FIZ PARA OS ALUNOS LEVAREM PARA CASA
POEMAS DE JOSÉ PAULO PAES PARA COLETÂNEA
CADÊ?
NOSSA! QUE ESCURO!
CADÊ A LUZ?
DEDO APAGOU.
CADÊ O DEDO?
ENTROU NO NARIZ.
CADÊ O NARIZ?
DANDO UM ESPIRRO.
CADÊ O ESPIRRO?
FICOU NO LENÇO.
CADÊ O LENÇO?
FOI COM A CALÇA.
CADÊ A CALÇA?
NO GUARDA- ROUPA.
CADÊ O GUARDA-ROUPA?
FECHADO À CHAVE.
CADÊ A CHAVE?
HOMEM LEVOU.
CADÊ O HOMEM?
ESTÁ DORMINDO
DE LUZ APAGADA.
NOSSA! QUE ESCURO!
JOSÉ PAULO PAES
PARAÍSO.
SE ESTA RUA FOSSE MINHA
EU MANDAVA LADRILHAR,
NÃO PARA AUTOMÓVEL MATAR GENTE,
MAS PRA CRIANÇA BRINCAR.
SE ESTA MATA FOSSE MINHA
EU NÃO DEIXAVA DERRUBAR.
SE CORTAREM TODAS AS ÁRVORES,
ONDE É QUE OS PÁSSAROS VÃO MORAR?
SE ESTE RIO FOSSE MEU,
EU NÃO DEIXAVA POLUIR.
JOGUEM ESGOTOS NOUTRA PARTE,
QUE OS PEIXES MORAM AQUI.
SE ESTE MUNDO FOSSE MEU,
EU FAZIA TANTAS MUDANÇAS,
QUE ELE SERIA UM PARAÍSO
DE BICHOS,PLANTAS E CRIANÇAS.
JOSÉ PAULO PAES
PURA VERDADE
EU VI UM ÂNGULO OBTUSO
FICAR INTELIGENTE
E A BOCA DA NOITE
PALITAR OS DENTES.
VI UM BRAÇO DE MAR
COÇANDO O SOVACO
E TAMBÉM DOIS TATUS
JOGANDO BURACO
EU VI UM NÓ CEGO
ANDANDO DE BENGALA
E VI UMA ANDORINHA
ARRUMANDO A MALA.
VI UM PÉ DE VENTO
CALÇAR AS BOTINAS
E O SEU CAVALO-MOTOR
SACUDIR AS CRINAS.
VI UMA MOSCA ENTRANDO
EM BOCA FECHADA
E UM BECO SEM SAÍDA
QUE NÃO TINHA ENTRADA.
É A PURA VERDADE,
A MAIS NEM UM TIL,
E TUDO ACONTECEU
NUM PRIMEIRO DE ABRIL
JOSÉ PAULO PAES
PASSARINHO FOFOQUEIRO
UM PASSARINHO ME CONTOU
QUE A OSTRA É MUITO FECHADA,
QUE A COBRA ÉMUITO ENROLADA,
QUE A ARARA É UMA CABEÇA OCA,
E QUE O LEÃO MARINHO E A FOCA..
XÔ , PASSARINHO! CHEGA DE FOFOCA!
JOSÉ PAULO PAES
ACIDENTE
ATIREI UM PAU NO GATO,
MAS O GATO
NÃO MORREU,
PORQUE O PAU PEGOU NO RATO
QUE EU TENTEI SALVAR DO GATO
E O RATO
(QUE CHATO!)
FOI QUEM PORREU.
JOSÉ PAULO PAES
CONVITE
POESIA
É BRINCAR COM PALAVRAS
COMO SE BRINCA
COM BOLA, PAPAGAIO, PIÃO.
SÓ QUE
BOLA, PAPAGAIO,PIÃO
DE TANTO BRINCAR
SE GASTAM.
AS PALAVRAS NÃO:
QUANTO MAIS SE BRINCA
COM ELAS
MAIS NOVAS FICAM.
COMO A ÁGUA DO RIO
QUE É ÁGUA SEMPRE NOVA.
COMO CADA DIA
QUE É SEMPRE UM NOVO DIA.
VAMOS BRINCAR DE POESIA?
JOSÉ PAULO PAES
RARIDADE
A ARARA
É UMA AVE RARA
POIS O HOMEM NÃO PÁRA
DE IR AO MATO CAÇÁ-LA
PARA A PÔR NA SALA
EM CIMA DE UM POLEIRO
ONDE ELA FICA O DIA INTEIRO
FAZENDO ESCARCÉU
PORQUE JÁ NÃO PODE VOAR PELO CÉU.
E SE O HOMEM NÃO PÁRA
DE CAÇAR ARARA,
HOJE UMA AVE RARA,
OU A ARARA SOME
OU ENTÃO MUDA SEU NOME
PARA ARRARA.
JOSÉ PAULO PAES
FICÇÃO CIENTÍFICA
DEPOIS DE UMA VIAGEM
PELO ESPAÇO SIDERAL,
O ASTRONAUTA CHEGOU AO SEU DESTINO FINAL:
UM PALNETA DIFERENTE
CUJO EM-CIMA ESTAVA EM-BAIXO
E O ATRÁS FICAVA NA FRENTE.
UM PLANETA TÃO ESTRANHO
QUE A SUJEIRA ERA LIMPA
E A ÁGUA TOMAVA BANHO
UM PLANETA MESMO LOUCO
ONDE O UITO ERA NADA
E O TUDO MUITO POUCO.
UM PLANETA DOS MAIS RAROS:
O SEU OURO ERA DE GRAÇA,
O LIXO CUSTAVA CARO.
O ASTRONAUTA NÃO GOSTOU
E FOI-SE EMBORA. QUANDO
PENSOU ESTAR MUITO LONGE,
VIU-SE OUTRA VEZ CHEGANDO
NUM PLANETA ONDE, ALIÁS,
O EM-BAIXO FICAVA EM-CIMA
E A FRENTE ESTAVA POR TRÁS…
TEM MAIS: …
JOSÉ PAULO PAES
ADIVINHA DOS PEIXES
QUEM TEM CAMA NO MAR? O CAMARÃO.
QUEM É SARDENTA? ADIVINHA. A SARDINHA.
QUE NÃO PAGA O ROBALO? QUEM ROUBÁ-LO.
QUEM É O BARÃO NO MAR? O TUBARÃO.
GOSTA A LAGOSTA DO LAGO? ELA GOSTA.
QUANTOS PÉS CADA PESCADA TEM? HEM?
QUEM PESCA ALEGRIA? O PESCADOR?
QUEM PÔS O POLVO EM POLVOROSA? A ROSA.
JOSÉ PAULO PAES
RODA
CIRANDA CIRANDINHA
VAMOS TODOS CIRANDAR.
E SE O CIRO NÃO ANDAR
NÓS O LEVAMOS NAS COSTAS:
APOSTO QUE O CIRO GOSTA,
NAS TUAS COSTAS OU NAS MINHAS,
DE DANÇAR COM A PERNA ALHEIA
A CIRANDA CIRANDINHA.
VAMOS DAR A MEIA-VOLTA
VOLTA E MEIA VAMOS DAR.
MESMO SE A MEIA FURAR
E SE FURAR O SAPATO
DAREMOS POR DESACATO
VOLTA SEM MEIA OU SAPATO,
VOLTA E MEIA EM PÉS DESCALÇO
CANTANDO TODOS BEM ALTO:
Ó CIRANDA CIRANDINHA
VAMOS TODOS CIRANDAR
VAMOS DAR MEIA-VOLTA
VOLTA E MEIA VAMOS DAR.
JOSÉ PAULO PAES
METAMORFOSE
ME RESPONDA VOCÊ
QUE PARECE UM SABICHÃO:
SE LAGARTA VIRA BORBOLETA
POR QUE TREM NÃO VIRA AVIÃO?
JOSÉ PAULO PAES
CHATICE
JACARÉ,
LARGA DO MEU PÉ
DEIXA DE SER CHATO!
SE VOCÊ TEM FOME,
ENTÃO VÊ SE COME
SÓ O MEU SAPATO,
E LARGA DO MEU PÉ,
E VOLTA PRO SEU MATO,JACARÉ.
JOSÉ PAULO PAES
O PESADELO
CERTA NOITE EU SONHEI QUE EMBAIXO DA CAMA HAVIA UM
MONSTRO MEDONHO.
ACORDEI ASSSUSTADO E FUI OLHAR: DE FATO EMBAIXO DA CAMA
ESTAVA UM MONSTRO MEDONHO.
ELE ME VIU, SORRIU E ME DISSE GENTIL:
“ DURMA! SOU APENAS O MONSTRO DO SEUS SONHOS”.
JOSÉ PAULO PAES
JOSÉ PAULO PAES
VALSINHA
É TÃO FÁCIL
DANÇAR
UMA VALSA,
RAPAZ...
PEZINHO
PRA FRENTE
PEZINHO
PRA TRÁS.
PRA DANÇAR
UMA VALSA
É PRECISO
SÓ DOIS.
O SOL
COM A LUA
FEIJÃO
COM ARROZ.
JOSÉ PAULO PAES
GATO DA CHINA
ERA UMA VEZ
UM GATO CHINÊS
QUE MORAVA EM XANGAI
SEM MÃE E SEM PAI,
QUE SORRIA AMARELO
PARA O RIO AMARELO,
COM SEUS OLHOS PUXADOS,
UM PARA CADA LADO.
ERA UM GATO MAIS PRETO
QUE TINTA NAQUIM,
DE BIGODES COMPRIDOS
FEITO MANDARIM,
QUE QUANDO ESPIRRAVA
SÓ FAZIA “CHIN!”
ERA UM GATO ESQUISITO:
COMIA COM PALITOS
E QUANDO TINHA FOME
MIAVA “MING-AU!”
MAS LAMBIA O MINGAU
COM SUA LÍNGUA DE PAU.
NÃO ERA UM BICHO MAU
ESSE GATO CHINÊS,
ERA ATÉ LEGAL.
QUER QUE EU CONTE OUTRA VEZ?
JOSÉ PAULO PAES
MEU AUTOMÓVEL
EU TENHO UM AUTOMÓVEL DIFERENTE
QUE NÃO ASSUSTA BICHO
NEM ATROPELA GENTE.
UM AUTOMÓVEL
QUE ESPERA NA SUA
ATÉ TARTARUGA
ATRAVESSAR A RUA.
UM AUTOMÓVEL
QUE NÃO GANHA CORRIDA
MAS NUNCA FEZ NINGUÉM
PERDER A VIDA.
UM AUTOMÓVEL
QUE DURANTE A VIAGEM
SEM PRESSA NEHUMA
ADMIRA A PAISAGEM.
UM AUTOMÓVEL
QUE NÃO POLUI O AR.
SUBAM NELE CRIANÇAS:
VAMOS PASSEAR.
JOSÉ PAULO PAES
S
O SAPO SALTOU NA SOPA
DE UM SUJEITO QUE, SEM MAIS PAPO,
DEU-LHE UM SOPAPO E GRITOU:
— OPA!
NÃO TOMO SOPA DE SAPO!
JOSÉ PAULO PAES
PESCARIA
UM HOMEM
QUE SE PREOCUPAVA DEMAIS
COM COISAS SEM IMPORTÂNCIA
ACABOU FICANDO COM A CABEÇA CHEIA DE MINHOCAS.
UM AMIGO LHE DEU ENTÃO A IDÉIA
DE USAR AS MINHOCAS
NUMA PESCARIA PARA SE DISTRAIR DAS PREOCUPAÇÕES.
O HOMEM SE DISTRAIU TANTO
PESCANDO
QUE SUA CABEÇA FICOU LEVE
COMO UM BALÃO
E FOI SUBINDO PELO AR
ATÉ SUMIR NAS NUVENS.
ONDE SERÁ QUE FOI PARAR?
NÃO SEI
NEM QUERO ME PREOCUPAR COM ISSO.
VOU MAIS É PESCAR.
JOSÉ PAULO PAES
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
NÓS E O FOLCLORE
ESCOLA SEMENTE VIVA
ANO - 2010
PUBLICO ALVO
Alunos de cinco anos da Escola Semente Viva
JUSTIFICATIVA
Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um País. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação.
Tudo isso não faz parte só do passado, o folclore também está presente em nossas vidas. Sendo assim é de suma importancia que nossas crianças conheça e valorize o folclore brasileiro
OBJETIVO
Resgatar, vivenciar e valorizar as manifestações da cultura popular brasileira.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Estimular as brincadeiras lúdicas com as crianças.
Ampliar a linguagem oral.
Favorecer a identificação das letras do alfabeto
Desenvolver o gosto pela música e por ouvir histórias.
Desenvolver a coordenação motora e o equilíbrio.
Usar a expressão verbal e a memória
Trabalhar com o folclore, ampliando o repertório sobre as parlendas.
Desenvolver a agilidade e o raciocínio.
METODOLOGIA
As atividades serão desenvolvidas de forma individual e coletiva com a interação professor e aluno em sala de aula.
ATIVIDADES
Explicar o que é folclore
Leitura de texto(parlendas, adivinhas, musicas e quadrinhas) junto com as crianças;
Recorte, colagem, dobraduras e desenho para ilustrar parlendas, adivinhas e músicas;
Lendas;
Brincadeiras folclóricas;
Exposição dos trabalhos em mural
Confecção de brinquedos( peteca e pião)
Fazer um levantamento das adivinhas conhecidas pela turma;
Socializar as adivinhas e organizar fichas de leitura de cada uma delas;
Os alunos levam para casa O BORNAL DE LEITURA com as fichas com as adivinhas para que possam ler com a família;
Os alunos deverão adivinhar, através de objetos da caixa surpresa, de quais adivinhas a professora se refere;
Representação de cantigas de roda e parlendas
Confecção de móbiles referente as parlendas trabalhadas
AVALIAÇÃO
A avaliação será através de registro por parte do professor em sala de aula frente à participação de cada aluno de forma individual e coletiva e do desenvolvimento da aprendizagem durante as atividades propostas.
ANEXOS
BORNAL QUE EU FIZ PARA OS ALUNOS LEVAREM AS LEITURAS ( PARLENDAS, LENDAS,ADIVINHAS...) DO PROJETO PARA CASA

GRAVURAS TIRADAS DO GOOGLE IMAGEM




FOLCLORE – A palavra vem do Inglês, “folk” = povo + “lore” = sabedoria.
FOLCLORE Significa sabedoria popular. È o conjunto de conhecimentos, costumes, lendas, contos, canções, danças, festas, trajes, artesanato, tudo expresso em arte popular.
O DIA DO FOLCLORE É 22 DE AGOSTO
O folclore brasileiro resultou do contato entre os colonizadores europeus, os africanos, e os indígenas aqui existentes.
VEJA O QUE HERDAMOS NO FOLCLORE:
DOS FRANCESE: Traços culturais das atividades dos colégios, como as músicas infantis. Ex: Irmão Jaques (Frére Jacques), Giroflê (girafa), A mão direita tem uma roseira, Vamos passear na floresta. Também nos deixaram a quadrilha.
DOS ALEMÃES: O uso da madeira e tijolos intercalados nas construções, o aproveitamento dos cavalos nas carroças, o uso da batatinha, salsicha, cerveja e shop. O aproveitamento da mulher na agricultura.
DOS INGLESES: O futebol e vários vocábulos. EX: gol.
DOS ÁRABES: Palavras e gestos, O quibe, o espetinho. O turbante usado pelas baianas. O vermelho das roupas.
DOS HOLANDESES: Os tesouros enterrados (segundo as lendas).
DOS JAPONESES: O feijão, o arroz, a sopa e o broto de bambu na alimentação. A palha de arroz na cobertura das casas.
DOS INDÍGENAS: O emprego do sapé e da folha de palmeira na cobertura das casas. A utilização de cipós para amarrar as construções das paredes (barrear). O uso das redes e dos giraus para secar ou guardar mantimentos. A utilização de peneiras, cuias de cabaças, cestos de palha, cipó ou taquara. O emprego de pilões, moringas ou potes de barro (ex: artesanato em barro). A utilização de tangas, cocares, penas, braceletes e colares, (ex: no carnaval). O emprego do laço e da arapuca. A utilização da mandioca (pirão, beiju, mingau), do milho (cozido, assado, canjica, pamonha, pipoca). Outras plantas: amendoim, inhame, abóbora, abacaxi, etc.
DOS AFRICANOS: o uso das saias largas e rodadas. O emprego de panos vistosos e coloridos, chalés, braceletes, argolas, miçangas, balangandãs. Na alimentação: vatapá, acaçá, caruru, acaragé, mungusá, azeite–de–dendê e pimenta malagueta. O uso de instrumentos musicais como: atabaque, marimbá, agogô, afochê.
DOS ITALIANOS: as casas com as bases de pedra e os porões. Na alimentação, macarrão, pizza, risoto, polenta, vinho. Os instrumentos musicais: sanfona, gaita, viola caipira e a banda de música.
DOS PORTUGUESES: a LÍNGUA. As varandas nas construções. Dentro de casa o oratório, o tacho, a cama de tábuas, os baús e arcas, os candeeiros, as lanternas de quatro vidros. A utilização de teares, a roda de fiar, o monjolo, a roda d1água, o cata–vento, o trançado de couro. Na linguagem, os trava–línguas, as adivinhas, os ditados populares, as quadras, as trovas (literatura de cordel), as fábulas, as lendas, os contos, os mitos. Das festas destacam–se também Santos Reis, São Sebastião, Nossa Senhora dos Navegantes, Festas Juninas, São Benedito, Festa do Divino.
DOS ESPANHÓIS: Observa–se maior influência no gaúcho: o chapéu de abas largas preso ao queixo, lenço no pescoço, a bombacha, botas de couro, o poncho. Também o churrasco e o chimarrão, a dança do fandango, algumas músicas infantis e a vaquejada nordestina, com a derrubada do boi puxando–lhe o rabo na corrida.
CONCLUINDO: Todas essa tradições misturaram–se e deram origem e novas criações. Essas novas criações são o nosso folclore.
VAMOS CONHECER NOSSO FOLCLORE?
SACI: É um menino negro de uma perna só, usa um capuz vermelho e, segundo alguns, usa cachimbo. Não é maldoso e só gosta de fazer certas travessuras, como por exemplo, dar nó nos rabos dos cavalos.
CAIPORA: é O PROTETOR DAS CAÇAS DO MATO. Simbolizado por um anão peludo, montado num queixada (porco do mato), atravessa velozmente as matas com grande estrépito. É sinônimo de azar.
CURUPIRA: É o protetor das matas, onde habita. É uma espécie de indiozinho escuro com os pés voltados para trás. Dizem que pressente tempestades, e bate nas árvores para acorda–las, para melhor resistirem às intempéries.
LOBISOMEM: Segundo a crendice sertaneja, é um homem que se transforma em um lobo ou em um enorme cão, nas noites de lua cheia, quando estas caem numa sexta–feira. Inúmeras são as estórias de Lobisomem que circulam pelos sertões.
BOITATÁ: Nas regiões sulinas, alguns campeiros mais supersticiosos evitam cavalgar á noite, temendo encontrar o Boitatá (cobra–de–fogo), na língua guarani). É uma espécie de fogo, em forma de cobra, ou pássaro, que enfrenta o cavaleiro, impedindo a sua marcha.
MENINO DOURADO: é um menino que, nas costas de um peixe denominado “dourado”, em noites de luar, pode ser visto deslizando sobre o rio. Protege os barqueiros.
MÃE–D’ÁGUA: Crendice popular de todas as regiões brasileiras. No Norte é Iara, no Sul habita as lagoas tranqüilas, mas atrai os pescadores para seus domínios. Metade mulher, metade peixe, também conhecida por Sereia. No Rio São Francisco é benfazeja e muitos pescadores juram tê–la visto.
NEGRINHO DO PASTOREIO: Lenda popular do Rio Grande do Sul, é a história do pobre negrinho escravo, sacrificado pelo malvado senhor, porque não encontrou um petiço (cavalinho) que se desgarrara da manada. Depois de açoitado, foi abandonado num formigueiro, onde foram encontra–lo no dia seguinte, cercado por uma aura luminosa ao lado de Nossa Senhora que o levou para o Céu. É invocado na busca de animais perdidos.
BICHO–PAPÃO: é um homem que costuma andar esfarrapado e sujo. Muito feio, barbudo e pálido, tem por hábito roubar crianças choronas e mentirosas, e leva–las para sempre.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO FOLCLORE
* é popular.
* emana do saber cultural.
* constitui-se em uma tradição.
* é transmissível notadamente pela oralidade e pela prática.
* faz parte do conhecimento coletivo.
* espelha uma situação ou ação.
* tem caráter universal.
* é anônimo, pois se desconhecem seus criadores.
* é criatividade livre e espontânea de um povo.
Mitos e lendas brasileiras
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.
Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:
Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro.
Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".
Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Adivinhas
As adivinhas tinham papel de grande importância na antiguidade. Era uma espécie de desafio ao homem para que mostrasse a sua sabedoria. É uma das formas mais curiosas e ingênuas de literatura oral.
1. O que é que Deus nunca viu, o rei viu uma vez ou outra e o homem vê todos os dias?
2. O que é o que é? São sete irmãos, cinco tem sobrenome e dois não?
3. O que é que quanto mais cresce, mais baixo fica?
4. O que é que cai em pé e corre deitado?
5. O que é negra, preta de formosura, barriga cheia de gostosura?
6. Qual é o céu que não tem estrelas?
7. Qual é a diferença da tartaruga com o navio?
8. Em que mês a mulher fala menos?
9. O que é que está na ponta do fim, no começo do meio e no meio do começo?
10. O que é que passa pela água e não se molha, anda pelo sol e não se queima?
Respostas: 1.o semelhante, 2. os dias da semana, 3.o rabo do cavalo, 4. a chuva, 5. a jabuticaba, 6. o céu da boca, 7. o navio tem o casco em baixa e a tartaruga tem o casco em cima, 8. em fevereiro, 9. a letra m, 10. a sombra.
Conhecendo adivinhas
Pertencem, também, à literatura oral e é um gênero universal. Você vai propor um "enigma" e os alunos vão ter de acertar. Se for muito difícil a adivinha, você vai fazer mímica até que acertem. Outra idéia é chamar alguns alunos, para quem você vai dar a resposta, e eles que devem fazer a mímica para a classe acertar.
Suqestão de adivinhas:
O que é o que é que cai em pé e corre deitado?
(resposta; a chuva)
O que é o que é que fica rodando, rodando, mas não sai do lugar?
(o relógio)
O que é o que é vermelha, não toma chuva, mas está sempre molhada?
(a língua)
O que é que mais pesa no mundo?
(a balança)
O que é o que é que tem boca, só um dente e chama a atenção de muita gente?
(o sino)
O que é o que é que vive passando os dentes no cabelo?
(o pente)
O que é o que é que Deus dá duas vezes e se alguém quiser mais terá que mandar fazer?
(os dentes)
Parlendas
São versos que servem para brincar, distrair, entreter ou embalar as crianças.
Chora, chora,
Que eu vou embora
Agora, agora,
Pra Pirapora,
Pulando tora
E chupando amora
Com a dona Aurora
Agora, agora.
Vou-me embora
Pra Pirapora,
Pulando tora,
Chupando amora
Toda hora Ba-ba-la-lão,
Senhor capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Serra, serra, serrador,
Serra o papo do vovô
Pra serrar cama no ar
Pra Maria se deitar.
Cadê o toucinho que tava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato
Cadê o mato?
O fogo queimou
Cadê o fogo?
A água apagou
Cadê a água?
O boi bebeu
Cadê o boi?
Ta amassando trigo.
Cadê o trigo?
A galinha espalhou.
Cadê a galinha?
Tá botando ovo.
Cadê o ovo?
O frade bebeu.
Cadê o frade?
Ta rezando missa.
Cadê a missa?
Ta na igreja.
Cadê a igreja?
Tá em Roma.
Por onde é que se vai à Roma?
Vai por aqui, por aqui, por aqui...
Conhecendo parlendas
Antes de iniciar a atividade, explique aos alunos que as parlendas são rimas infantis usadas em brincadeiras ou como técnica de memorização. Propor aos alunos que recitem bem alto e da mesma forma que você fizer. Ou seja, quando você falar lentamente, eles respondem lentamente; quando você falar rápido, eles devem falar rápido, mas sempre todas ao mesmo tempo.
Esta é também uma boa oportunidade para trabalhar noções de ritmo e o que são rimas. Na primeira fase, você terá de ensinar as parlendas aos alunos até que eles decorem.
O "chefe", no caso você, deve falar a primeira frase (quase sempre uma pergunta) e, em seguida, as os alunos todos juntos declamam o resto. Faça várias vezes seguidas em uma espécie de ladainha.
Suqestões de parlendas:
(chefe/você): O QUE HÁ DE NOVO?
(todos): MUITA GALINHA E POUCO OVO!
(chefe): O QUE É ISSO?
(todos): CHOURIÇO PRA VOCÊ COMER NA HORA DO SEU SERViÇO!
(chefe): QUE HORAS SÃO?
(todos): HORA DE COMER PÃO E LAMBER SABÃO!
(chefe): AONDE VAI?
(todos): VOU ALI E VOLTO JÁ. VOU APANHAR MARACUJÁ!
(chefe): O QUE ESTÁ FAZENDO Aí?
(todos): SEGURANDO AS CALÇAS PRA NÃO CAIR.
Fórmulas de Escolha e Brincadeiras Infantis
As fórmulas de escolha são pequenas expressões, frases ou quadrinhas usadas para começar brincadeiras, escolher o pegador ou quem fica por último.
Uma pulga na balança
Deu um pulo e foi à França
Os cavalos a correr
Os meninos a brincar
Vamos ver quem vai pe-gar!
Lá em cima do piano
Tem um copo de veneno
Quem bebeu morreu
Quem ficou fui eu!
Pim-po-ne
Pim-pe-ta-pe-ta-pe ruge
Pim-po-ne
Pim-po-ne-ta-pe-ta-pe ruge
Pim-po-ne
Pim-pe-ta-pe pum!
Anabu, anabu
Quem sai é tu
Porque és filha do urubu
E sobrinha do ta-tu!
Brincadeiras
Brincadeiras são aquelas que participam várias crianças e há disputas, desejo de vencer.
Pião
O pião foi trazido para o Brasil pelos portugueses e logo foi bastante espalhado. É um brinquedo ainda muito utilizado pelos
Outras brincadeiras:
Boneca
Catavento
Cirandinha
Pipa
Passar anel
Bolinhas de gude
Bilboquê
Amarelinha
Músicas
Quem canta, seus males espanta, já dizia o antigo ditado.
Nosso povo sabe disso e por isso, é alegre e cantador. A música folclórica está quase sempre, ligada aos interesses da coletividade. São geralmente de origem desconhecida . São cantigas de rodas, de ninar, cantos religiosos, pregões, modas de viola.
Atirei o pau no gato to
Mas o gato to não morreu réu réu
Dona Chica ca adimirou –se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miauuuu
A canoa virou
A canoa virou,
Por deixá-la virar,
Foi por causa do(a) (nome da criança)
Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Tirava o(a) (nome da criança)
Do fundo do mar
O cravo e a rosa
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.
ATIVIDADES
ANO - 2010
PUBLICO ALVO
Alunos de cinco anos da Escola Semente Viva
JUSTIFICATIVA
Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um País. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação.
Tudo isso não faz parte só do passado, o folclore também está presente em nossas vidas. Sendo assim é de suma importancia que nossas crianças conheça e valorize o folclore brasileiro
OBJETIVO
Resgatar, vivenciar e valorizar as manifestações da cultura popular brasileira.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Estimular as brincadeiras lúdicas com as crianças.
Ampliar a linguagem oral.
Favorecer a identificação das letras do alfabeto
Desenvolver o gosto pela música e por ouvir histórias.
Desenvolver a coordenação motora e o equilíbrio.
Usar a expressão verbal e a memória
Trabalhar com o folclore, ampliando o repertório sobre as parlendas.
Desenvolver a agilidade e o raciocínio.
METODOLOGIA
As atividades serão desenvolvidas de forma individual e coletiva com a interação professor e aluno em sala de aula.
ATIVIDADES
Explicar o que é folclore
Leitura de texto(parlendas, adivinhas, musicas e quadrinhas) junto com as crianças;
Recorte, colagem, dobraduras e desenho para ilustrar parlendas, adivinhas e músicas;
Lendas;
Brincadeiras folclóricas;
Exposição dos trabalhos em mural
Confecção de brinquedos( peteca e pião)
Fazer um levantamento das adivinhas conhecidas pela turma;
Socializar as adivinhas e organizar fichas de leitura de cada uma delas;
Os alunos levam para casa O BORNAL DE LEITURA com as fichas com as adivinhas para que possam ler com a família;
Os alunos deverão adivinhar, através de objetos da caixa surpresa, de quais adivinhas a professora se refere;
Representação de cantigas de roda e parlendas
Confecção de móbiles referente as parlendas trabalhadas
AVALIAÇÃO
A avaliação será através de registro por parte do professor em sala de aula frente à participação de cada aluno de forma individual e coletiva e do desenvolvimento da aprendizagem durante as atividades propostas.
ANEXOS
BORNAL QUE EU FIZ PARA OS ALUNOS LEVAREM AS LEITURAS ( PARLENDAS, LENDAS,ADIVINHAS...) DO PROJETO PARA CASA
GRAVURAS TIRADAS DO GOOGLE IMAGEM




FOLCLORE – A palavra vem do Inglês, “folk” = povo + “lore” = sabedoria.
FOLCLORE Significa sabedoria popular. È o conjunto de conhecimentos, costumes, lendas, contos, canções, danças, festas, trajes, artesanato, tudo expresso em arte popular.
O DIA DO FOLCLORE É 22 DE AGOSTO
O folclore brasileiro resultou do contato entre os colonizadores europeus, os africanos, e os indígenas aqui existentes.
VEJA O QUE HERDAMOS NO FOLCLORE:
DOS FRANCESE: Traços culturais das atividades dos colégios, como as músicas infantis. Ex: Irmão Jaques (Frére Jacques), Giroflê (girafa), A mão direita tem uma roseira, Vamos passear na floresta. Também nos deixaram a quadrilha.
DOS ALEMÃES: O uso da madeira e tijolos intercalados nas construções, o aproveitamento dos cavalos nas carroças, o uso da batatinha, salsicha, cerveja e shop. O aproveitamento da mulher na agricultura.
DOS INGLESES: O futebol e vários vocábulos. EX: gol.
DOS ÁRABES: Palavras e gestos, O quibe, o espetinho. O turbante usado pelas baianas. O vermelho das roupas.
DOS HOLANDESES: Os tesouros enterrados (segundo as lendas).
DOS JAPONESES: O feijão, o arroz, a sopa e o broto de bambu na alimentação. A palha de arroz na cobertura das casas.
DOS INDÍGENAS: O emprego do sapé e da folha de palmeira na cobertura das casas. A utilização de cipós para amarrar as construções das paredes (barrear). O uso das redes e dos giraus para secar ou guardar mantimentos. A utilização de peneiras, cuias de cabaças, cestos de palha, cipó ou taquara. O emprego de pilões, moringas ou potes de barro (ex: artesanato em barro). A utilização de tangas, cocares, penas, braceletes e colares, (ex: no carnaval). O emprego do laço e da arapuca. A utilização da mandioca (pirão, beiju, mingau), do milho (cozido, assado, canjica, pamonha, pipoca). Outras plantas: amendoim, inhame, abóbora, abacaxi, etc.
DOS AFRICANOS: o uso das saias largas e rodadas. O emprego de panos vistosos e coloridos, chalés, braceletes, argolas, miçangas, balangandãs. Na alimentação: vatapá, acaçá, caruru, acaragé, mungusá, azeite–de–dendê e pimenta malagueta. O uso de instrumentos musicais como: atabaque, marimbá, agogô, afochê.
DOS ITALIANOS: as casas com as bases de pedra e os porões. Na alimentação, macarrão, pizza, risoto, polenta, vinho. Os instrumentos musicais: sanfona, gaita, viola caipira e a banda de música.
DOS PORTUGUESES: a LÍNGUA. As varandas nas construções. Dentro de casa o oratório, o tacho, a cama de tábuas, os baús e arcas, os candeeiros, as lanternas de quatro vidros. A utilização de teares, a roda de fiar, o monjolo, a roda d1água, o cata–vento, o trançado de couro. Na linguagem, os trava–línguas, as adivinhas, os ditados populares, as quadras, as trovas (literatura de cordel), as fábulas, as lendas, os contos, os mitos. Das festas destacam–se também Santos Reis, São Sebastião, Nossa Senhora dos Navegantes, Festas Juninas, São Benedito, Festa do Divino.
DOS ESPANHÓIS: Observa–se maior influência no gaúcho: o chapéu de abas largas preso ao queixo, lenço no pescoço, a bombacha, botas de couro, o poncho. Também o churrasco e o chimarrão, a dança do fandango, algumas músicas infantis e a vaquejada nordestina, com a derrubada do boi puxando–lhe o rabo na corrida.
CONCLUINDO: Todas essa tradições misturaram–se e deram origem e novas criações. Essas novas criações são o nosso folclore.
VAMOS CONHECER NOSSO FOLCLORE?
SACI: É um menino negro de uma perna só, usa um capuz vermelho e, segundo alguns, usa cachimbo. Não é maldoso e só gosta de fazer certas travessuras, como por exemplo, dar nó nos rabos dos cavalos.
CAIPORA: é O PROTETOR DAS CAÇAS DO MATO. Simbolizado por um anão peludo, montado num queixada (porco do mato), atravessa velozmente as matas com grande estrépito. É sinônimo de azar.
CURUPIRA: É o protetor das matas, onde habita. É uma espécie de indiozinho escuro com os pés voltados para trás. Dizem que pressente tempestades, e bate nas árvores para acorda–las, para melhor resistirem às intempéries.
LOBISOMEM: Segundo a crendice sertaneja, é um homem que se transforma em um lobo ou em um enorme cão, nas noites de lua cheia, quando estas caem numa sexta–feira. Inúmeras são as estórias de Lobisomem que circulam pelos sertões.
BOITATÁ: Nas regiões sulinas, alguns campeiros mais supersticiosos evitam cavalgar á noite, temendo encontrar o Boitatá (cobra–de–fogo), na língua guarani). É uma espécie de fogo, em forma de cobra, ou pássaro, que enfrenta o cavaleiro, impedindo a sua marcha.
MENINO DOURADO: é um menino que, nas costas de um peixe denominado “dourado”, em noites de luar, pode ser visto deslizando sobre o rio. Protege os barqueiros.
MÃE–D’ÁGUA: Crendice popular de todas as regiões brasileiras. No Norte é Iara, no Sul habita as lagoas tranqüilas, mas atrai os pescadores para seus domínios. Metade mulher, metade peixe, também conhecida por Sereia. No Rio São Francisco é benfazeja e muitos pescadores juram tê–la visto.
NEGRINHO DO PASTOREIO: Lenda popular do Rio Grande do Sul, é a história do pobre negrinho escravo, sacrificado pelo malvado senhor, porque não encontrou um petiço (cavalinho) que se desgarrara da manada. Depois de açoitado, foi abandonado num formigueiro, onde foram encontra–lo no dia seguinte, cercado por uma aura luminosa ao lado de Nossa Senhora que o levou para o Céu. É invocado na busca de animais perdidos.
BICHO–PAPÃO: é um homem que costuma andar esfarrapado e sujo. Muito feio, barbudo e pálido, tem por hábito roubar crianças choronas e mentirosas, e leva–las para sempre.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO FOLCLORE
* é popular.
* emana do saber cultural.
* constitui-se em uma tradição.
* é transmissível notadamente pela oralidade e pela prática.
* faz parte do conhecimento coletivo.
* espelha uma situação ou ação.
* tem caráter universal.
* é anônimo, pois se desconhecem seus criadores.
* é criatividade livre e espontânea de um povo.
Mitos e lendas brasileiras
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.
Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:
Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro.
Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".
Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Adivinhas
As adivinhas tinham papel de grande importância na antiguidade. Era uma espécie de desafio ao homem para que mostrasse a sua sabedoria. É uma das formas mais curiosas e ingênuas de literatura oral.
1. O que é que Deus nunca viu, o rei viu uma vez ou outra e o homem vê todos os dias?
2. O que é o que é? São sete irmãos, cinco tem sobrenome e dois não?
3. O que é que quanto mais cresce, mais baixo fica?
4. O que é que cai em pé e corre deitado?
5. O que é negra, preta de formosura, barriga cheia de gostosura?
6. Qual é o céu que não tem estrelas?
7. Qual é a diferença da tartaruga com o navio?
8. Em que mês a mulher fala menos?
9. O que é que está na ponta do fim, no começo do meio e no meio do começo?
10. O que é que passa pela água e não se molha, anda pelo sol e não se queima?
Respostas: 1.o semelhante, 2. os dias da semana, 3.o rabo do cavalo, 4. a chuva, 5. a jabuticaba, 6. o céu da boca, 7. o navio tem o casco em baixa e a tartaruga tem o casco em cima, 8. em fevereiro, 9. a letra m, 10. a sombra.
Conhecendo adivinhas
Pertencem, também, à literatura oral e é um gênero universal. Você vai propor um "enigma" e os alunos vão ter de acertar. Se for muito difícil a adivinha, você vai fazer mímica até que acertem. Outra idéia é chamar alguns alunos, para quem você vai dar a resposta, e eles que devem fazer a mímica para a classe acertar.
Suqestão de adivinhas:
O que é o que é que cai em pé e corre deitado?
(resposta; a chuva)
O que é o que é que fica rodando, rodando, mas não sai do lugar?
(o relógio)
O que é o que é vermelha, não toma chuva, mas está sempre molhada?
(a língua)
O que é que mais pesa no mundo?
(a balança)
O que é o que é que tem boca, só um dente e chama a atenção de muita gente?
(o sino)
O que é o que é que vive passando os dentes no cabelo?
(o pente)
O que é o que é que Deus dá duas vezes e se alguém quiser mais terá que mandar fazer?
(os dentes)
Parlendas
São versos que servem para brincar, distrair, entreter ou embalar as crianças.
Chora, chora,
Que eu vou embora
Agora, agora,
Pra Pirapora,
Pulando tora
E chupando amora
Com a dona Aurora
Agora, agora.
Vou-me embora
Pra Pirapora,
Pulando tora,
Chupando amora
Toda hora Ba-ba-la-lão,
Senhor capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Serra, serra, serrador,
Serra o papo do vovô
Pra serrar cama no ar
Pra Maria se deitar.
Cadê o toucinho que tava aqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato
Cadê o mato?
O fogo queimou
Cadê o fogo?
A água apagou
Cadê a água?
O boi bebeu
Cadê o boi?
Ta amassando trigo.
Cadê o trigo?
A galinha espalhou.
Cadê a galinha?
Tá botando ovo.
Cadê o ovo?
O frade bebeu.
Cadê o frade?
Ta rezando missa.
Cadê a missa?
Ta na igreja.
Cadê a igreja?
Tá em Roma.
Por onde é que se vai à Roma?
Vai por aqui, por aqui, por aqui...
Conhecendo parlendas
Antes de iniciar a atividade, explique aos alunos que as parlendas são rimas infantis usadas em brincadeiras ou como técnica de memorização. Propor aos alunos que recitem bem alto e da mesma forma que você fizer. Ou seja, quando você falar lentamente, eles respondem lentamente; quando você falar rápido, eles devem falar rápido, mas sempre todas ao mesmo tempo.
Esta é também uma boa oportunidade para trabalhar noções de ritmo e o que são rimas. Na primeira fase, você terá de ensinar as parlendas aos alunos até que eles decorem.
O "chefe", no caso você, deve falar a primeira frase (quase sempre uma pergunta) e, em seguida, as os alunos todos juntos declamam o resto. Faça várias vezes seguidas em uma espécie de ladainha.
Suqestões de parlendas:
(chefe/você): O QUE HÁ DE NOVO?
(todos): MUITA GALINHA E POUCO OVO!
(chefe): O QUE É ISSO?
(todos): CHOURIÇO PRA VOCÊ COMER NA HORA DO SEU SERViÇO!
(chefe): QUE HORAS SÃO?
(todos): HORA DE COMER PÃO E LAMBER SABÃO!
(chefe): AONDE VAI?
(todos): VOU ALI E VOLTO JÁ. VOU APANHAR MARACUJÁ!
(chefe): O QUE ESTÁ FAZENDO Aí?
(todos): SEGURANDO AS CALÇAS PRA NÃO CAIR.
Fórmulas de Escolha e Brincadeiras Infantis
As fórmulas de escolha são pequenas expressões, frases ou quadrinhas usadas para começar brincadeiras, escolher o pegador ou quem fica por último.
Uma pulga na balança
Deu um pulo e foi à França
Os cavalos a correr
Os meninos a brincar
Vamos ver quem vai pe-gar!
Lá em cima do piano
Tem um copo de veneno
Quem bebeu morreu
Quem ficou fui eu!
Pim-po-ne
Pim-pe-ta-pe-ta-pe ruge
Pim-po-ne
Pim-po-ne-ta-pe-ta-pe ruge
Pim-po-ne
Pim-pe-ta-pe pum!
Anabu, anabu
Quem sai é tu
Porque és filha do urubu
E sobrinha do ta-tu!
Brincadeiras
Brincadeiras são aquelas que participam várias crianças e há disputas, desejo de vencer.
Pião
O pião foi trazido para o Brasil pelos portugueses e logo foi bastante espalhado. É um brinquedo ainda muito utilizado pelos
Outras brincadeiras:
Boneca
Catavento
Cirandinha
Pipa
Passar anel
Bolinhas de gude
Bilboquê
Amarelinha
Músicas
Quem canta, seus males espanta, já dizia o antigo ditado.
Nosso povo sabe disso e por isso, é alegre e cantador. A música folclórica está quase sempre, ligada aos interesses da coletividade. São geralmente de origem desconhecida . São cantigas de rodas, de ninar, cantos religiosos, pregões, modas de viola.
Atirei o pau no gato to
Mas o gato to não morreu réu réu
Dona Chica ca adimirou –se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miauuuu
A canoa virou
A canoa virou,
Por deixá-la virar,
Foi por causa do(a) (nome da criança)
Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Tirava o(a) (nome da criança)
Do fundo do mar
O cravo e a rosa
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.
ATIVIDADES
sábado, 7 de agosto de 2010
MAIS FOTOS DO PROJETO É BRINCANDO QUE AS CRIANÇAS APRENDEM
domingo, 18 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
PROJETO É BRINCANDO QUE A CRIANÇA APRENDE
ESCOLA SEMENTE VIVA
ANO - 2010
"Acredito que negar a possibilidade de manifestação do lúdico é
negar a esperança."
Marcellino, 1990
PROJETO – É BRINCANDO QUE A CRIANÇA APRENDE
PUBLICO ALVO
Alunos de cinco anos da Escola Semente Viva das professoras Cristina e Edelvita
JUSTIFICATIVA
De acordo com Maluf, 2003 a brincadeira não é um mero passatempo, ela ajuda no desenvolvimento das crianças, promovendo processos de socialização e descoberta do mundo. Partindo desse pressuposto foi elaborado esse projeto, com intuito de desenvolver na criança uma aprendizagem significativa e prazerosa.
OBJETIVO
Esse projeto tem como objetivo despertar o letramento através da ludicidade na identificação e escrita das letras do nosso alfabeto.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Identicar as letras do alfabeto que formam o nome de cada um;
Perceber a importancia das letras para formar palavra;
Ordenar as letras do alfabeto;
Traçar as letras;
Estabelecer relações entre as letras e o sons e as letras;
COMPONENTES CURRICULARES ENVOLVIDOS
Histórias contadas.
Músicas.
Alfabeto concreto.
Valor Sonoro.
Discriminação visual e auditiva.
Escrita em bastão
Desenho, pintura e colagem
Modelagem.
Expressão corporal.
ATIVIDADES ESPECIAIS
Confecção do Sapinho Sabe Tudo com as letras do alfabeto coladas no corpo;
Atividade de pesquisa, recorte e colagem das letras;
Produções artísticas com as letras do alfabeto;
Receita de biscoitos para modelar as letras;
Trabalho com listas para identificação da letra inicial ou final
Realização de jogos e brincadeiras, tais como:
Batata quente,
Jogo da memória,
Pulo da aranha,
Passando a caixa,
Boliche,
Caracol do alfabeto,
Roleta do alfabeto,
Lá vai meu barquinho
Trilha do alfabeto,
Pescaria,
Passando a bola,
Toda sexta - feira haverá um sorteio e o aluno sorteado levará o boneco para casa. A criança irá apresentá-lo à família, cuidar, brincar e passear com ele. Na segunda- feira a criança contará para a turma como foi o final de semana na companhia do boneco
AVALIAÇÃO
Será feita através de registros, de acordo com a participação, interesse e desenvolvimento de cada aluno, individual e coletivamente.
ANEXO
BRINCADEIRAS QUE FAZEM PARTE DO PROJETO - É BRINCANDO QUE A CRIANÇA APRENDE
CARACOL DO ALFABETO
Material: Desenho no chão de um caracol bem grande com todas as letras do alfabeto. Confeccionar um dado grande com caixa de papelão.
Finalidade: Chegar primeiro no final do caracol.
Número de participantes: todos os alunos.
Regras:
Fazer uma fila na entrada do caracol.
O primeiro da fila lança o dado e anda a quantidade correspondente ao número do dado.
A professora faz perguntas para toda turma: Que letra é essa? Tem algum aluno na nossa turma que começa com essa letra? Quem? Que outras coisas também começam com essa letra?
Repetir o procedimento com todos.
Vence o jogo quem chegar primeiro no final do caracol.
Variação: Cada aluno procura a casinha com a primeira letra do seu nome e se coloca dentro dela. Fazer perguntas do tipo: Em qual casinha do caracol está o Bruno? Qual casinha vem antes da casinha da Laisla? Por quais casinhas a Diana precisa passar para chegar na casinha da Amanda?
ROLETA DO ALFABETO
Material: Roleta confeccionada de cartolina e colchete latonado (bailarina). Na roleta deverá ter todas as letras do alfabeto. Papel ofício.
Finalidade: Escrever e desenhar nomes e coisas que iniciam com as letras do alfabeto.
Número de participantes: toda turma ou em grupos.
Regras:
Dar um "peteleco"no ponteiro da roleta, fazendo-o girar.
Dizer a letra que o ponteiro parou.
Desenhar e escrever nomes e coisas que iniciam com esta letra.
Girar o ponteiro novamente, até completar todos os quadros.
BATATA QUENTE
Material: Saquinho contendo todas as letras do alfabeto
Finalidade: Nomear as letras do alfabeto
Numero de participante: Toda a turma
Regras:
Dar um saquinho contendo as letras do alfabeto que vai passando de mão em mão, a professora gritar batata quente quem estiver com o saquinho deve tirar uma letra e dizer seu nome
PULO DA ARANHA
Material: cartaz feito de cartolina contendo as letras do alfabeto, aranhas de plástico.
Finalidade: Identificar as letras do alfabeto
Numero de participantes: toda a turma ou em grupo
Regras: o aluno deverá apertar a aranha para ela pular no cartaz e ele deverá dizer o nome da letra na qual a aranha saltou
PASSANDO A CAIXA
Material: Caixa decorada contendo objetos ou figuras cujo nome inicie com as 23 letras do alfabeto, alfabeto feito de e.v.a
Finalidade: Perceber o som inicial do nome dos objetos relacionando a eles a letra inicial ou final
Numero de participantes: Todos os alunos da classe
Regras:
A caixa irá passando de mão em mão ao som de uma música, ao parar a musica quem estiver com a caixa deverá abri-la, tirar um objeto e pegar a letra que inicia ou termina o nome do determinado objeto
LÁ VAI MEU BARQUINHO
Material: Barquinho feito de dobradura, letras do alfabeto feito em e.v.a
Finalidade identificar as letras do alfabeto
Numero de participantes: Toda a turma
Regras:
O barquinho irá passando de mão em mão enquanto os participantes cantam “ o barquinho vai passando de mão em mão, quem está com ele é sabichão” ao terminar a musica quem estiver com o barquinho deverá ir até o alfabeto em e.v.a escolher uma letra e dizer o nome, a letra que for escolhida deverá sair.
PESCARIA
Material: caixa com peixinhos feitos de e.v.a, anzol feito com uma varinha, cordão e ima
Finalidade: Reconhecer as letras do alfabeto
Numero de participantes: todos os alunos
Regras: o aluno deverá pescar um peixinho na caixa usando a varinha e dizer o nome da letra que está no peixinho
PASANDO A BOLA
Material: bola de futebol decorada com as letras do alfabeto feitas de e.v.a
Numero de participantes: Toda a turma
Regras:
Todos sentados em circulo a bola vai passando de mão em mão enquanto devem cantar: “ A bolinha vai passando de mão em mão quem estiver com ela é sabichão”, quando a musica terminar quem estiver com a bola deve escolher uma letra e dizer o nome. A professora deverá anotar as letras já escolhidas para não repetir.
BOLICHE
Material: Boliche feito de garrafa pet e bola feita com material reciclado
Numero de participante: Toda a turma
Regras:
O aluno deverá jogar a bola para derrubar as garrafas e dizer qual a letra da garrafa que ele derrubou
JOGO DA MEMÓRIA
MATERIAL: 23 cartelas contendo as letras do alfabeto e 23 cartelas contendo desenhos cujos nomes inicie com uma letra do alfabeto
Numero de participantes: Toda a turma
Regras:
Colocar as cartelas viradas para baixo e cada aluno deverá escolher duas cartela, se elas tiverem a letra e o desenho cujo nome começa com ela, ele deverá ficar as cartelas e jogará outra vez. Ganha quem ao final conseguir mais cartelas
COMPPETIÇÃO SABOROSA
MATERIAL: alfabeto de e.v.a e pirulitos ou outro doce qualquer
Numero de participantes: Toda a turma
Regras: O alfabeto será exposto em um painel contendo um pirulito embaixo de cada letra, o aluno irá até o painel escolhe uma letra e diz o nome, se acertar ganhará o pirulito e marcará ponto para o grupo
QUAL A LETRA ESTÁ NA BEXIGA?
MATERIAL: bexigas
Numero de participantes: Toda a turma
Regras: Painel com 26 bexigas com as letras do alfabeto escrita com pincel atômico em cada uma, o aluno irá até o painel e escolhe uma letra e diz o nome, se acertar ele marca ponto para o grupo
QUEM SABE FALA
Material: painel feito de tnt e contendo bolsos de e.v.a
Numero de participantes: toda a turma
Regras : painel contendo bolsos numerados ecom uma gravuras dentro, o aluno escolhe um numero e tera que dizer com qual letra começa o nome da gravura que está no bolso, se acertar marcará ponto para o grupo.
ANO - 2010
"Acredito que negar a possibilidade de manifestação do lúdico é
negar a esperança."
Marcellino, 1990
PROJETO – É BRINCANDO QUE A CRIANÇA APRENDE
PUBLICO ALVO
Alunos de cinco anos da Escola Semente Viva das professoras Cristina e Edelvita
JUSTIFICATIVA
De acordo com Maluf, 2003 a brincadeira não é um mero passatempo, ela ajuda no desenvolvimento das crianças, promovendo processos de socialização e descoberta do mundo. Partindo desse pressuposto foi elaborado esse projeto, com intuito de desenvolver na criança uma aprendizagem significativa e prazerosa.
OBJETIVO
Esse projeto tem como objetivo despertar o letramento através da ludicidade na identificação e escrita das letras do nosso alfabeto.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Identicar as letras do alfabeto que formam o nome de cada um;
Perceber a importancia das letras para formar palavra;
Ordenar as letras do alfabeto;
Traçar as letras;
Estabelecer relações entre as letras e o sons e as letras;
COMPONENTES CURRICULARES ENVOLVIDOS
Histórias contadas.
Músicas.
Alfabeto concreto.
Valor Sonoro.
Discriminação visual e auditiva.
Escrita em bastão
Desenho, pintura e colagem
Modelagem.
Expressão corporal.
ATIVIDADES ESPECIAIS
Confecção do Sapinho Sabe Tudo com as letras do alfabeto coladas no corpo;
Atividade de pesquisa, recorte e colagem das letras;
Produções artísticas com as letras do alfabeto;
Receita de biscoitos para modelar as letras;
Trabalho com listas para identificação da letra inicial ou final
Realização de jogos e brincadeiras, tais como:
Batata quente,
Jogo da memória,
Pulo da aranha,
Passando a caixa,
Boliche,
Caracol do alfabeto,
Roleta do alfabeto,
Lá vai meu barquinho
Trilha do alfabeto,
Pescaria,
Passando a bola,
Toda sexta - feira haverá um sorteio e o aluno sorteado levará o boneco para casa. A criança irá apresentá-lo à família, cuidar, brincar e passear com ele. Na segunda- feira a criança contará para a turma como foi o final de semana na companhia do boneco
AVALIAÇÃO
Será feita através de registros, de acordo com a participação, interesse e desenvolvimento de cada aluno, individual e coletivamente.
ANEXO
BRINCADEIRAS QUE FAZEM PARTE DO PROJETO - É BRINCANDO QUE A CRIANÇA APRENDE
CARACOL DO ALFABETO
Material: Desenho no chão de um caracol bem grande com todas as letras do alfabeto. Confeccionar um dado grande com caixa de papelão.
Finalidade: Chegar primeiro no final do caracol.
Número de participantes: todos os alunos.
Regras:
Fazer uma fila na entrada do caracol.
O primeiro da fila lança o dado e anda a quantidade correspondente ao número do dado.
A professora faz perguntas para toda turma: Que letra é essa? Tem algum aluno na nossa turma que começa com essa letra? Quem? Que outras coisas também começam com essa letra?
Repetir o procedimento com todos.
Vence o jogo quem chegar primeiro no final do caracol.
Variação: Cada aluno procura a casinha com a primeira letra do seu nome e se coloca dentro dela. Fazer perguntas do tipo: Em qual casinha do caracol está o Bruno? Qual casinha vem antes da casinha da Laisla? Por quais casinhas a Diana precisa passar para chegar na casinha da Amanda?
ROLETA DO ALFABETO
Material: Roleta confeccionada de cartolina e colchete latonado (bailarina). Na roleta deverá ter todas as letras do alfabeto. Papel ofício.
Finalidade: Escrever e desenhar nomes e coisas que iniciam com as letras do alfabeto.
Número de participantes: toda turma ou em grupos.
Regras:
Dar um "peteleco"no ponteiro da roleta, fazendo-o girar.
Dizer a letra que o ponteiro parou.
Desenhar e escrever nomes e coisas que iniciam com esta letra.
Girar o ponteiro novamente, até completar todos os quadros.
BATATA QUENTE
Material: Saquinho contendo todas as letras do alfabeto
Finalidade: Nomear as letras do alfabeto
Numero de participante: Toda a turma
Regras:
Dar um saquinho contendo as letras do alfabeto que vai passando de mão em mão, a professora gritar batata quente quem estiver com o saquinho deve tirar uma letra e dizer seu nome
PULO DA ARANHA
Material: cartaz feito de cartolina contendo as letras do alfabeto, aranhas de plástico.
Finalidade: Identificar as letras do alfabeto
Numero de participantes: toda a turma ou em grupo
Regras: o aluno deverá apertar a aranha para ela pular no cartaz e ele deverá dizer o nome da letra na qual a aranha saltou
PASSANDO A CAIXA
Material: Caixa decorada contendo objetos ou figuras cujo nome inicie com as 23 letras do alfabeto, alfabeto feito de e.v.a
Finalidade: Perceber o som inicial do nome dos objetos relacionando a eles a letra inicial ou final
Numero de participantes: Todos os alunos da classe
Regras:
A caixa irá passando de mão em mão ao som de uma música, ao parar a musica quem estiver com a caixa deverá abri-la, tirar um objeto e pegar a letra que inicia ou termina o nome do determinado objeto
LÁ VAI MEU BARQUINHO
Material: Barquinho feito de dobradura, letras do alfabeto feito em e.v.a
Finalidade identificar as letras do alfabeto
Numero de participantes: Toda a turma
Regras:
O barquinho irá passando de mão em mão enquanto os participantes cantam “ o barquinho vai passando de mão em mão, quem está com ele é sabichão” ao terminar a musica quem estiver com o barquinho deverá ir até o alfabeto em e.v.a escolher uma letra e dizer o nome, a letra que for escolhida deverá sair.
PESCARIA
Material: caixa com peixinhos feitos de e.v.a, anzol feito com uma varinha, cordão e ima
Finalidade: Reconhecer as letras do alfabeto
Numero de participantes: todos os alunos
Regras: o aluno deverá pescar um peixinho na caixa usando a varinha e dizer o nome da letra que está no peixinho
PASANDO A BOLA
Material: bola de futebol decorada com as letras do alfabeto feitas de e.v.a
Numero de participantes: Toda a turma
Regras:
Todos sentados em circulo a bola vai passando de mão em mão enquanto devem cantar: “ A bolinha vai passando de mão em mão quem estiver com ela é sabichão”, quando a musica terminar quem estiver com a bola deve escolher uma letra e dizer o nome. A professora deverá anotar as letras já escolhidas para não repetir.
BOLICHE
Material: Boliche feito de garrafa pet e bola feita com material reciclado
Numero de participante: Toda a turma
Regras:
O aluno deverá jogar a bola para derrubar as garrafas e dizer qual a letra da garrafa que ele derrubou
JOGO DA MEMÓRIA
MATERIAL: 23 cartelas contendo as letras do alfabeto e 23 cartelas contendo desenhos cujos nomes inicie com uma letra do alfabeto
Numero de participantes: Toda a turma
Regras:
Colocar as cartelas viradas para baixo e cada aluno deverá escolher duas cartela, se elas tiverem a letra e o desenho cujo nome começa com ela, ele deverá ficar as cartelas e jogará outra vez. Ganha quem ao final conseguir mais cartelas
COMPPETIÇÃO SABOROSA
MATERIAL: alfabeto de e.v.a e pirulitos ou outro doce qualquer
Numero de participantes: Toda a turma
Regras: O alfabeto será exposto em um painel contendo um pirulito embaixo de cada letra, o aluno irá até o painel escolhe uma letra e diz o nome, se acertar ganhará o pirulito e marcará ponto para o grupo
QUAL A LETRA ESTÁ NA BEXIGA?
MATERIAL: bexigas
Numero de participantes: Toda a turma
Regras: Painel com 26 bexigas com as letras do alfabeto escrita com pincel atômico em cada uma, o aluno irá até o painel e escolhe uma letra e diz o nome, se acertar ele marca ponto para o grupo
QUEM SABE FALA
Material: painel feito de tnt e contendo bolsos de e.v.a
Numero de participantes: toda a turma
Regras : painel contendo bolsos numerados ecom uma gravuras dentro, o aluno escolhe um numero e tera que dizer com qual letra começa o nome da gravura que está no bolso, se acertar marcará ponto para o grupo.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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